quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Becky

Hoje é dia de ir buscar a minha protegida ao veterinário, após cerca de três semanas de internamento. Estou ansiosa por vê-la, mas ao mesmo tempo preocupada...

Não a vou colocar na rua, o que significa que vai retornar ao meu local de trabalho, onde estará protegida, terá comida e conforto. Contudo, não é o mesmo que estar num lar, com uma família. Irei vê-la todos os dias, sim, tal como fazia antes de a internar, mas passará a maior parte das horas sozinha. Preocupa-me também que a temperatura nem sempre é estável, e ela reage muito a isso...

E custa-me que ela passe o Natal sem o mimo de ter donos.

Mais logo dou notícias!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Há caridades que me baralham

É um facto, há caridades que me baralham.

É confuso ver empresas de sucesso a nível mundial, carregadas de dinheiro e bens, a fazerem caridade.
Não seria confuso se elas pegassem em parte dos seus lucros num ano de trabalho, e aplicassem ou doassem em favor de quem mais precisa.

Mas vê-los pedir A NÓS, povo que luta para o que necessita no seu próprio dia a dia, em época de crise (e mesmo que não o fosse), para darmos dinheiro para que ELES possam construir "uma casa para as criancinhas carenciadas", parece-me aquelas situações que às vezes se vê nos filmes, em que o funcionário de nível baixo tem uma ideia brilhante para um projecto, e o finório -doutorado-espertalhão que já ganha um salário astronómico na empresa assume os créditos pela ideia e fica bem visto...

Exemplos? McDonalds e Swatch. Deviam ter vergonha, E FAZEREM CARIDADE COM O VOSSO DINHEIRO.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Optimista, pessimista

"Devemos ser sempre optimistas". Sim, a ideia faz sentido. Um optimista encara a vida de outro modo, confia, é feliz. Mas... não podemos negar que por vezes, as coisas correm mal. Como fazer o equilíbrio?

Se somos pessimistas, emitimos esse pessimismo para as coisas, e assim "incentivamos" a que se cumpra. E no fim, dizemos "eu bem estava à espera disto".
A lógica diz-nos então que devemos ser optimistas, pois com esse pensamento, influenciamos a que as coisas corram como queremos.

E isso não será mais perigoso? Nem tudo pode ser como queremos, o que implica que, por muito optimistas que sejamos, não vai ser sempre tudo conforme esperamos. E aí desiludimo-nos. E o grau em que isso acontece é agravado pelo facto de que apenas esperávamos sucesso nos nossos intentos. Ficamos tristes. E depois fica difícil pensarmos sempre que "vai correr tudo bem!".

Ser pessimista de certo modo prepara-nos para a eventualidade da falha (que vai acontecer algumas vezes, sem dúvida), não nos desiludimos do mesmo modo. Não será isso prudente?

Quero ser optimista, ter esperança, acreditar que as coisas se podem compor. Mas sei que pode nunca ser assim... Para os outros, sou optimismo em massa. Para mim... já não sei em que acreditar.


Sinto-me: Desiludida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Tristeza

A tristeza é algo que nos apanha desprevenidos. Vem de mansinho, em silêncio, e como um anjo de asas cinzentas, abraça-nos e envolve-nos quando menos esperamos.
Traz as memórias, as mágoas, as lágrimas.
Nunca estamos preparados para estar com a tristeza. Mesmo próxima, tão próxima que entra em nós e se instala no nosso coração, é fria. Vem com a solidão, mesmo num mundo cheio de sorrisos e aparente boa-disposição. É ao mesmo tempo enganadora e verdadeira, pois não se anuncia, mas mostra o que é real. E com isso, auto-alimenta-se.
Com ela iniciamos uma viagem a um mundo onde não queremos ir, mas de onde é tão difícil sair. Encerra-nos uma caixa de vidro fosco, cinzento, que não deixa ver a luz. É como se tudo se tornasse um dia de neblina ou com pesadas nuvens escuras no céu, num silêncio de morte, de desistência.
A tristeza, quando nos guarda na sua caixa, dá-nos a mão entrelaçando os dedos esguios e frios nos nossos, iludindo, cegando. Aperta-nos, faz-nos crer que nunca mais seremos capazes de ver fora do vidro. Toma-nos para si, como filhos queridos e perdidos da vida.
Traz uma dor disfarçada, que nos leva para o fundo do Universo, onde nada mais se espera ou confia. Tira-nos o brilho do olhar, e a esperança da alma. Suga-nos o que sonhamos, e arrasta-nos a uma realidade difícil de aceitar, de querer fazer parte. Sem piedade, arranca-nos as asas da liberdade, e sussurra-nos ao ouvido que nunca mais iremos voar. Nunca mais iremos sorrir da realidade do espírito.
É cruel, a tristeza.


Sinto-me: Triste.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Primeiro dia de "trabalho" :D

É verdade, este foi o primeiro dia em que fui para as práticas do meu novo curso, e foi excelente! Como já disse antes, este curso tem a ver com lidar com animais, e foi isso que estive a fazer. E ADOREI!
O mais engraçado foi começar pela parte que nunca esperei lidar tão cedo: cirurgia. Pois é, estive a assistir à preparação de dois animais para cirurgia (ajudei um bocadinho), e depois assisti às cirurgias (duas castrações, primeiro de um macho, depois de uma fêmea). Estava curiosa para ver como me iria sentir num bloco cirúrgico, a ver cortar, coser... Mas nunca esperei que isso me fosse acontecer logo no primeiro dia. Fiquei muito feliz ao ver que me senti tranquila e consegui ver sem problema o que se estava a passar. Estou ansiosa pela próxima :D

Depois, ajudei também um pouco com animais internados, embora não tenha feito muito pois ainda não tenho conhecimento. Mas também adorei! E dar miminho aos bichinhos soube tão bem...

Amanhã, lá estarei :)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Chuva


Confesso que gosto de chuva. Não sou tão apreciadora de frio, mas a chuva... Há qualquer coisa no som e na visão de chuva que mexe comigo. Se estou bem, relaxa-me, faz-me sentir uma tranquilidade interior que me envolve e me embala numa viagem silenciosa. Se não estou bem, é um estranho acariciar da alma ferida, levando-me a um pensamento voltado para mim.
Por vezes, a chuva faz-me chorar. Acompanho as suas gotas com as minhas lágrimas, e é como se me limpasse o Espírito, até à exaustão dos pensamentos e das tristezas.

Hoje choveu o dia todo. Não saí de casa. Mas gostei de a ouvir, horas a fio, a bater na janela, enquanto esperava que as horas passassem e os pensamentos não me levassem com eles.

Melhor do que a chuva, para a alma, só um abraço...


Sinto-me: Nublada.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Magusto em Dezembro

É isso mesmo. A minha mãe lembrou-se de fazer um magusto com a família, neste fim de semana (de dia 4 para 5). O facto de ser Dezembro é um mero detalhe, pois na minha "tribo" é sempre tempo de festa, convívio e risos.

O jantar foi cá em casa, e as castanhas cozidas foram as melhores que comi este ano.

Contudo, confesso que não me aguentei até ao fim... Acabei por render-me ao cansaço, despedi-me de todos e vim para a cama (ou melhor, irei, pois estou a escrever isto). A minha família tem demasiada pedalada para mim, sobretudo se nesse dia tiver acordado às 6h45, com a preocupação de não adormecer quando o despertador fosse tocar às 7h40...


Sinto-me: Velha lol

Há sempre novas estradas a percorrer

E hoje (ou melhor, ontem, pois já passa da meia-noite e refiro-me ao dia de Sábado), abriu-se uma nova estrada a percorrer pelos meus pés. Finalmente, iniciou-se o meu novo desafio, um curso numa área totalmente diferente da minha área de trabalho. O mais gratificante: lidar com animais.

Se me preocupa? Se me assusta? Sim, sem dúvida. Não sei como será o meu desempenho, e preocupa-me ter dificuldades que não consiga ultrapassar.

Se estou entusiasmada? Provavelmente, outra pessoa no meu lugar estaria aos pulos (tal como está a minha prima, com quem estou a fazer o curso). Contudo, tenho de confessar que o meu coração não anda capaz de grandes emoções há muito tempo, tirou umas férias a longo e indefinido prazo, e por isso a maior parte das vezes tudo o que obtenho de uma novidade, situação triste ou alegre, é apenas um grande vazio.

Mas estou presente. Estou lá, e estarei empenhada em tentar fazer o meu melhor, mesmo que por enquanto use somente o racional e deixe o coração de lado. Quem sabe os animais não me devolvam o sentir...


Sinto-me: A embarcar numa viagem...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Solidão

"Solidão é estar no meio de mil pessoas e sentir a falta de uma só."

A situação agrava-se quando a pessoa de quem sentimos falta somos nós próprios...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Que saudades da Becky!

E foi por isso que hoje eu e a minha mamãe nos fizemos à estrada e fomos visitá-la (como está internada longe, e vamos por SCUT, temos de regrar as visitas :( ). E soube TÃO BEM!
Ela está melhor, embora segundo o veterinário já tenha estado melhor, mas tiveram de mudar de antibiótico pois ela já estava a fazer resistência, e isso causou uma recaída. Mia muito alto, toda animada, e ficou visivelmente feliz de nos ver!
Não parava de nos rondar, de pedir mimos, de esfregar a cabecita em todo o lado, estava mesmo eufórica!
Soube muito bem rever aquele olhar doce, e toda a meiguice. Tive pena de a deixar de novo, mas vi que está a ser super bem tratada, e está muito bem disposta, o que traz sossego.

Foi um bocadinho de luz para acabar bem a semana... Adoro a minha princesinha!

Grito

Por vezes imagino como seria libertador subir ao alto de um monte, e na beira do penhasco, onde o mundo beija o céu com a sua língua rochosa, gritar todas as memórias, todas as tristezas, as mágoas, os rostos feridos, as lágrimas desperdiçadas, os sonhos fugidos no vento...
As alegrias... Essas não as grito. Aquelas em que acredito, guardo no coração.


Sinto-me: Grata pelos anos bons.

Erros

Na vida, cometemos muitos erros. Por nossa inocência, por desconhecimento, por confiarmos.
Os nossos erros são diários.
Há erros pequenos, que pouco afectam e de fácil solução.
Há erros médios, impensados, que ensinam.
Há erros grandes, que marcam, esmagam, sem solução.
Muitos erros. Erros que vemos, que não vemos, que demoramos a perceber.
Erros que despertam, transformam. Erros que bloqueiam, arrependem.

E por incrível que pareça, apesar da nossa longa experiência com tantos erros na vida, nunca deixamos de errar. Todos.

Os erros são universais, e não devem ser um martírio de culpa. Não devemos julgar os erros alheios. Também erramos, e podemos ser julgados por carrasco semelhante.
Ninguém gosta de errar. Ninguém faz de propósito para errar. Apenas se cai, e se levanta.

Se errei? Sim. Se aprendi com os erros? Sim, com a maioria. Se voltarei a errar? Certamente. Só espero conseguir sempre dar-me conta disso, e rectificar. Sempre.


Sinto-me: em aprendizado.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Deus diz... #1

Diz-me o Neale Donald Walsch:

"God wants you to know... that the yearning for love in your life is about to end in the most wonderful way."

E eu respondo-lhe:

Yeah... Right.



Tradução: "Deus quer que saibas... que a falta de amor na tua vida está prestes a terminar de uma forma maravilhosa."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta - 6

A minha princesinha teve de ser internada. Não foi por piorar, mas as melhorias também não ganhavam muita firmeza. Na passada sexta-feira levei-a à veterinária, e acabamos por achar que o ideal seria ela ficar internada para ser medicada sem falhas, e mediante as necessidades que manifestasse.

Uma vez mais, a Becky fez as nossas delícias no consultório, encantando todos. É um verdadeiro doce, muito amorosa e sempre ansiosa por um carinho. Segundo a dra., estará perto dos 2 anos, o que é muito bom.

Hoje liguei para lá para saber novidades, e soube que está a fazer nebulizações pois ainda faz algum ruído a respirar, mas tudo tem corrido bem e ela está bem. Confesso que tenho saudades daquela menina de olhos lindos, que me fazia tanta companhia...

Mas durante um mínimo de 2 semanas, ela estará lá. Só quero que fique bem.

sábado, 27 de novembro de 2010

Risos

Há muito tempo que não me ria como me ri hoje. Uma das minhas tias lembrou-se de perguntar a mim e à minha mãe se queríamos ir com ela até à Baixa do Porto, mais concretamente a Rua de Santa Catarina. Resolvemos que estávamos mesmo a precisar de um pouco de distracção e passeio, e à festa juntou-se a minha prima e o namorado.

E lá fomos nós, no metro, com direito a enjoo para todos por irmos de costas (o que foi péssimo, visto que já tenho andado doente).

A rua estava repleta de gente. Com sacos, sem sacos, com modelitos de pasmar. Estava um frio de rachar, mas os casacos bem apertados não nos deixaram a tremer.
Demos um passeio pela rua, e fomos entrando nas lojas que queríamos, e era sempre uma risota. Mas o êxtase foi numa loja que até nem me agrada muito, mas que hoje deu para rir até a barriga doer: Benetton.
Tudo começou quando eu resolvi experimentar os belos pares de óculos que lá tinha, e a partir daí a coisa descambou. Testamos praticamente todos, e alguns eram realmente pavorosos (confesso que houve uns 2/3 pares que experimentei e que até me ficavam bem, hehehe), até imitei a Amália Rodrigues.
Passando pela minha prima a vestir um casaco comprido amarelo-canário, com uns óculos de sol de massa brancos, a minha mãe e a minha tia com gorros que tapam as orelhas... Foi comédia total. Claro que bastaram uns segundos para logo ali se preparar uma sessão fotográfica, e fiquei com umas belas relíquias no telefone. Ainda serão úteis, com certeza!

De resto, a diversão nunca mais parou, connosco a fazer e dizer disparates o tempo todo. Até a viagem de regresso de metro foi gargalhada geral.
Sabe bem, de vez em quando, esquecer os problemas e simplesmente rir.

Apenas, rir.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ah, que dias...!

Este processo de 21 dias de reiki tem sido o mais "presente" de todos. Tenho sentido cada dia na pele, bem cravado, bem intenso.
Além de uma série de sintomas mais generalizados, nos últimos três dias "levei a verdadeira coça". Quarta já não acordei grande coisa. Grande mal-estar físico, que ao longo do dia se foi agravando. As dores começaram a fazer-se sentir, primeiro na parte digestiva, mas depois alastraram. Juro que, a meio do dia, doía-me tudo, até os cabelos.
A febre começou a subir, e não tive outro remédio senão deitar-me. Assim estive durante várias horas, a sentir o corpo a ferver por dentro, e dores em todo o lado, desde a pele até aos ossos. Não foi um dia nada simpático, e já se previa a noite que se lhe seguiu... Um rebolar constante na cama, algumas conversas mentais na tentativa de acelerar a descarga, uma inquietação o tempo todo.
No dia seguinte, sentia-me sem febre, mas o corpo completamente massacrado. A parte digestiva então... Meu Deus! Tudo por dentro era dor...
À hora do almoço chateei-me (não interessa com o quê), e pensei que ia para o hospital. Via manchas, sentia a cabeça como se não me pertencesse. Houveram momentos em que senti que iria desmaiar, mas aguentei. Juro que não sei onde vou buscar as forças que tenho dentro de mim...
Foi outro dia deitada, tão mal do estômago e intestinos como é possível imaginar-se, e a cabeça bombava a cada vez que me abaixava. E depois deste dia fabuloso, outra noite genial...

Hoje, felizmente, as melhoras foram francas. Embora muito debilitada, a cabeça manifestou-se muito sensível, sobretudo quando me chateei novamente (sim, pelo mesmo motivo de ontem), e tive de me "desligar" para não descarrilar e ficar no mesmo estado de ontem. Claro que grande parte do alívio veio depois de uma boa crise de choro, que também descarrega.
Hoje estou a canjinha, e pouco mais ponho no estômago.

Sei que os processos do reiki servem para limparmos as toxinas que acumulamos, físicas, mentais, emocionais e espirituais, mas caramba... Nunca pensei que ia precisar de um camião do lixo...



Sinto-me: Cansada...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mensagem do Osho - Maturidade

Maturidade

"O personagem desta carta está só, quieto, porém atento. O seu ser interior apresenta-se repleto de flores - portadoras do espírito da primavera, e que renascem onde quer que ele vá. Este florescimento interior e a completude pessoal que ele sente, criam-lhe a possibilidade de uma mobilidade ilimitada. Ele pode deslocar-se em qualquer direcção - no seu próprio interior ou no mundo aqui de fora, não faz diferença, pois a sua alegria e maturidade não podem ser diminuídas por factores externos. Ele chegou a um tempo de centramento pessoal e de expansividade - a aura branca que o envolve é a sua protecção, e a sua luz. O conjunto das experiências da vida o trouxeram a este tempo de perfeição. Quando você tirar esta carta, saiba que o momento lhe traz um presente - pelo trabalho pesado que foi bem-feito. Agora, suas bases são sólidas, e o sucesso e a boa sorte estão assegurados porque são a consequência natural daquilo que já foi vivenciado em seu íntimo."

In O Tarô Zen, de Osho

Mudanças

Não há dúvida, o tempo é de mudanças.
Por isso, resolvi pintar o cabelo. A tinta já está posta, falta saber de que cor vai ficar...
Em breve, novidades.


Sinto-me: Lagarta no casulo

domingo, 21 de novembro de 2010

A Possuída

Noite caseira de sábado. Na companhia da mãe, a ver A Casa dos Segredos (sim, serve para passar o tempo e rir da parvoíce alheia) enquanto se lê "A Viagem do Elefante", de José Saramago. Sim, eu sei. Grande combinação (tenho a certeza de que ele, esteja onde estiver, não se importa). E sim, sou tipicamente multi-tarefa.

Eis que, subitamente, um forte e contínuo som vem da rua.
"Será trovoada?", propõe a minha mãe.
"Parecem foguetes...", respondo eu.
"Acho que é alguém a arrastar um caixote do lixo pelos paralelos.", diz o meu pai. Ok, podem parar de rir. Eu sei que o meu pai tem muita imaginação.

O som pára. Voltamos aos afazeres.
Minutos depois, volta. Lá nos resolvemos a ir a janela, e fez-se luz. Os meus pais descem à cave para resolver o problema: a máquina de lavar. Ao que parece, estava possuída. Aos saltos, fazia um barulho infernal.
Lá conseguiram parar todo o circo (após uma ou duas persianas dos vizinhos a abrirem), e fez-de paz na noite.

Piada da situação: a máquina teve de ser desligada da corrente para parar, pois com tantos saltos, a minha mãe não conseguia acertar no botão...

A vida caseira é cheia de aventura.

sábado, 20 de novembro de 2010

Coisas da vida

A vida devia vir com GPS.


Sinto-me: Em busca de rumo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta - 5

A aventura com a pequena Becky continua, diariamente. Nos últimos três dias foi complicado dar-lhe a medicação, pois ela apercebeu-se que alguns pedaços de fiambre têm um gosto diferente (pudera...). Agora, lambe em volta do cubo de fiambre, e se sentir o gosto, larga. Pois... Grande sarilho.
Então, nestes últimos três dias, consegui que tomasse somente metade da dose que deveria, enganando-a. Contudo, tendo em conta que os dias estão mais frios, a dose insuficiente não ajuda, e a respiração dela ressente-se... E lá fico com o coração nas mãos.
Agora imagine-se a minha preocupação hoje, em que tinha de lhe dar 2/4 de antibiótico, e meio comprimido desparasitante interno...

Mas felizmente, tudo correu às mil maravilhas! O desparasitante ela ingeriu junto com patê, nem sequer se apercebeu. O primeiro 1/4 de antibiótico foi no fiambre, mas o segundo, como ela se apercebeu, ingeriu com patê também. Abençoado patê de salmão!

As excelente notícias: Já brinca, toda feliz! Nos primeiros dias ela mantinha-se deitadita, encolhida, e pedia mimo... O mimo continua a pedir (muito!), mas já brinca por iniciativa dela com a bolinha e o ratinho, e fica doida de feliz! Só que brinca pouco tempo, pois fica cansada muito rápido, e a esforçar a respiração... Mas é tão bom vê-la melhor!

Há semanas complicadas...

E esta tem sido, de facto, uma semana complicada...
Desde ontem, uma nuvem escura estacionou sobre a minha cabeça, e mais valia nem ter levantado da cama. Emocionalmente, fisicamente... Tudo se abala.

Hoje tenho dores na coluna e dores de cabeça. O motivo? Um acidente de carro ontem. Não foi o primeiro em que estive envolvida, mas foi, sem dúvida, o mais intenso.
Levar com a pressão de 3 toneladas em cima e sentir o carro a ser arrastado numa posição diagonal tem que se lhe diga. Nada se podia fazer, só esperar que o camião conseguisse parar todo aquele peso. Bater num carro estacionado e raspar pela pressão do camião também não agradou. Ser o recheio metálico de uma sanduíche metálica não é minimamente simpático.
Crianças aos berros com o susto, mãe a tremer... Ter de manter a calma, suster todo o stress e disfarçá-lo... Hoje tudo se recente, o corpo, a mente, a emoção e o espírito. Tudo dói.
Eu sei, não basta um acidente de carro para tudo isto. Mas acidentes... Já têm sido tantos nos últimos tempos...


Sinto-me: Infeliz...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Olhos Vazios

Os meus olhos são silêncio.
Da minha alma, o eco escorre sem destino.
Não tenho para onde ir,
Nem sei se quero partir.
Nas mãos agora vazias,
De memórias, de fantasias,
Já não bate um coração.
E o tempo, esse velho companheiro,
É tudo o que resta,
Além da triste recordação.
É um luto, a perda do que
Na verdade, nunca se teve.
A certeza, a esperança, o sonho...
Tudo mera desilusão.
Fecho os olhos, fecho a alma,
Fecho-me a tudo em redor.
Quero espaço, quero calma.
Já não sei o que é amor...

...


Só.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Reiki

Algo tem sempre de correr bem, e é o que nos dá alento.
No fim de semana passado, consegui finalmente concluir uma etapa iniciada há mais de 2 anos, e que desde então desejava: fazer o último nível de Reiki.
Foi uma emoção enorme, de alegria, mas sobretudo, senti o coração cheio de gratidão. Tudo foi uma benção. As pessoas que conheci, as meditações de que a minha alma estava já tão carente, e a luz. Foi um banho de luz...
Amei.


Sinto-me: pronta para começar a deixar nascer um mestre em mim.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Atenções

É engraçado como as crianças e os animais se apercebem quando a nossa luz está apagada...


Becky, a Ternurenta - 4

Mais um dia passado com a Becky, e para minha alegria, hoje ela tomou os dois pedaços de antibiótico sem dar por ela.
Embora na respiração tenha feito algum ruído uma ou duas vezes, parece realmente mais bem disposta (sim, mais ainda do que já era), já dá uma voltinha e brinca com a bolinha de vez em quando.
Hoje estava especialmente mimada... Mas soube bem a requisição de carinho.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Olhares

Há olhares que derretem...



Pedra a pedra...

Finalmente, preparo-me para recolher a última pedra de uma caminhada iniciada há cerca de 2 anos. Os alicerces foram fincados no chão; as paredes e chão construídos; as janelas e porta gentilmente abertos... Só falta o telhado.
Luz para esta construção!


Sinto-me: ansiosa por avançar

Detalhes

Às vezes as diferenças na vida fazem-se pelo simples reparar nas pequenas coisas, aquelas que tantas vezes estão diante do nosso nariz e mesmo assim nos passam despercebidas.
Não raro, damo-nos conta de certos detalhes somente quando batemos com a cabeça neles.
E quase sempre, se lues tivéssemos dado um milésimo da nossa atenção, poderíamos ter feito algo bom e positivo.
Nem que fosse simplesmente salvar um peixinho Néon de morrer entalado nas ranhuras do filtro do aquário na loja de animais.


Sinto-me: Atenta

Becky, a Ternurenta - 3

Pois é, a saga com a pequena princesa continua. Mantém-se muito bem disposta (acho que, na verdade, a cada dia a disposição aumenta), come muito bem e continua amorosa. Hoje só tomou metade da dose de antibiótico, danadinha descobriu o comprimidos no fiambre e, como soube mal, deixou ficar.
Espero que tenha sido apenas azar do dia de hoje...
Em breve coloco aqui fotos, hehehe.


Sinto-me: Preocupada

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta - 2

E a saga da minha protegida continua. Sempre bem-disposta, sempre amorosa. Pede mimos até ao fartote. A toda a gente!
É a verdadeira "gata solidária". Não quer que ninguém fique triste nem se sinta excluído. Conhecidos ou desconhecidos, homem ou mulher, adulto ou criança... Ela quer é mimo de todos.

Hoje experimentamos dar-lhe comida húmida, para ver se gostaria (a minha mãe já tinha tentado quando ela estava na rua, e ela não tinha apreciado muito), pois seria algo fácil de ela petiscar pois não magoa as gengivas. Experimentamos comprar uma embalagem de paté da Whiskas, com sabor a truta, e ela ADOROU! Demos apenas um bocadinho, para não abusar do intestino dela (que já estava meio delicado com as misturas de comida), e ela ficou vidrada na taça, lambeu até não haver mais!

Uma vez mais, consegui dar-lhe o antibiótico, graças ao fiambre. Aliás, ela gosta tanto que não me deixava preparar os cubos com comprimido, de tanta pressa que tinha em comê-los!

Felizmente, tudo tem corrido bem. O cheiro da boca dela continua um bocado forte, mas apenas está a tomar antibiótico há 4 dias, há que dar tempo. Mas não há dúvida: é um verdadeiro doce esta menina!


Sinto-me: Satisfeita

domingo, 7 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta

Para quem me conhece, não é novidade que o assunto "animais" me toca no coração. Defendo-os, amo-os, e sinto-me feliz pela minha sensibilidade e respeito para com eles. Já por mais do que uma vez que foi um animal a mudar a minha vida, a dar-lhe um pouco mais de luz.

Na passada quarta-feira, dia 3, conheci uma pequena que, segundo a minha mãe, já há algum tempo andava aqui pela rua, mas que eu nunca tinha visto. Eis que vamos ao local onde ela estava, e para minha surpresa, ela revelou-se a coisa mais doce possível de imaginar. Roçava-se nas nossas pernas, pedia mimos... Não resisti. Fiz-lhe uns carinhos e demos-lhe comida. O interessante foi que, quando começamos a caminhar rumo a casa (na mesma rua), ela resolveu seguir-nos.
Acabei sentada nos degraus da entrada de casa durante uns 45 minutos, a fazer-lhe carinhos, algum desse tempo com ela no colo. Apercebi-me que ela estava "ranhosa" (literalmente), com secreções nasais que lhe escorriam do narizito. Fiquei preocupada, claro, pois nunca tinha lidado com um animal de rua doente.
No dia seguinte, fomos pôr-lhe comida, e ela resolve seguir-nos de novo. A mesma simpatia, um monte de mimos, e o narizinho pior. Espirrava e espalhava tudo em redor, além de sujar o pêlo todo quando tentava lavar-se...

Resolvi no dia seguinte levá-la à veterinária, para ver como poderia ajudá-la. Para minha surpresa, ela não apresentou qualquer resistência em entrar na transportadora, e na viagem portou-se lindamente, miando apenas um pouquinho (e baixinho - tem uma vozinha de menina delicada lol).
No consultório, comportou-se super bem, deixando fazer as coisas (umas melhor do que outras), e sem nunca ser agressiva nem reclamar. A própria veterinária ficou surpresa com tanta doçura!
Diagnóstico: Constipação, com secreção nasal e os pulmões já um pouco afectados; uma otite forte em cada ouvido; renite; parasitas internos; ânus inflamado (possivelmente por diarreia devido à variedade de comida que lhe era dada por pessoas lá da rua); doença periodontal (inflamação séria das gengivas, com direito a um hálito de fugir)... Ou seja, inúmeras coisas que lhe provocam dores, e mesmo assim, ela consegue ser bem disposta...

Resolveu-se aplicar um desparasitante interno, e um antibiótico de 24 em 24 horas, durante 20 dias, para tratar em primeiro grau a constipação e, correndo bem e dando sorte, melhorar o estado das gengivas e dos ouvidos. Problema: era necessário reduzir o mais possível a exposição a diferenças de temperatura, o que num animal de rua se torna complicado...

Nesse dia, improvisamos colocando uma caixa de cartão no local onde ela dormia, de modo a aconchegar o máximo possível do frio, e com uma toalha no fundo e uma almofada para aconchegar. Contudo, o fim de semana aproximou-se, e o frio ameaçou vir em grande...
Decidimos, levámo-la para uma área interior, para assim ser melhor tratá-la e garantir que está em segurança. Pô-la bem, para depois procurar uma família.

Até agora, tudo tem corrido bem. Sexta-feira a veterinária deu-lhe um antibiótico injectável, ontem e hoje consegui dar-lhe o comprimido sem problema (viva o fiambre de frango!!!). O narizito já ontem não deitava secreções, e o pêlo está muito mais limpo. O resto, o tempo o dirá... Mas estamos a torcer por esta pequena ternura que nos cruzou o caminho, desejando que fique bem e possa levar muito amor a quem ficar com ela.
Porque quem a adoptar, vai ter em casa um pedaço de luz...


Sinto-me: Miauuuuu

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desafios

Deus põe-nos cada desafio à frente.. Resta apenas confiar, estender a mão e ter fé de que a mão Dele usa a nossa.. Ajuda-me, Pai.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Iluminados

Chateia-me quando a iluminação de uma pessoa implica que passe a falar numa língua filosófica e que não se compreende. Saem-se as frases mirabolantes, os pensamentos que parecem cheios de significados ocultos, e para quê? A maioria de nós, ainda na obscuridade, não compreendemos nada.

Porque é que muitos pensam que abrir o coração para a espiritualidade e deixar que a luz do conhecimento floresça dentro de nós significa passar a usar termos complicados ou metáforas hiper-metafóricas?

Será que para falarmos de luz, precisamos de dicionário? A ideia de nos iluminarmos, não é compreender? E ao compreender, transmitir aos outros, partilhar? E se ninguém me compreende, estou a partilhar o quê...?

É por isso que continuo a gostar das coisas simples e directas. Não que me ache uma iluminada. Mas também julgo que dentro da minha alma, já sinto um pouquinho de luz.

Crepúsculo

Ontem vi uma vez mais o filme de um dos meus livros favoritos: Crepúsculo.
Senti saudades de quando ele me emocionava. De quando acreditava e desejava um amor assim. Não com um vampiro, evidentemente, mas um amor além do físico, além do humano. Um amor tão forte que se torna irresistível e absorvente, que faz desejar viver e morrer ao lado do alvo de adoração. Ou um sentimento tão simples, que acaba por ser tudo isso sem que nos demos conta...
Eu sei que é apenas uma história de fantasia, mas não é tão bom quando ainda se acredita numa possibilidade assim? E no fundo, não é isso mesmo que todos vamos querendo, amor?
O difícil é acreditar, pois a vida é demasiado real...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Perdas

Ao longo da vida, como é natural, são muitas as perdas com as quais temos de lidar. Perder algo não é propriamente fácil, e muitas vezes uma perda é desvalorizada por aqueles que nos rodeiam.
A nossa reacção a uma perda está directamente associada ao grau de apego que tínhamos àquilo que perdemos, independentemente de ser a perda de algo palpável ou não, vivo ou não.
Podemos não sentir um abalo muito grande com a morte de uma pessoa que vivesse na nossa rua e a quem dizíamos "bom dia" todos os dias, e sentir terrivelmente o roubo de um relógio de bolso que nos fora dado pelo nosso avô.
O ser humano gere-se assim pelo valor emocional que as coisas têm para ele. E por isso, não podemos nunca julgar o nível de dor que uma dada pessoa manifesta com a perda de algo. Não podemos julgar aquele que não chora perante a morte de um familiar, mas fica abalado pela perda de um objecto. Cada coisa tem o seu valor emocional, o seu grau de importância para nós.

As perdas podem ser de vários tipos, como já referi a perda de alguém pela sua morte, por exemplo. Mas podemos aqui incluir a perda de objectos ou bens materiais que tenham uma relevância para nós pelo seu valor sentimental; a perda de um emprego; a perda de estatuto; a perda da saúde; uma separação; entre outros exemplos...
A psicologia fala-nos da perda como algo que implica de nós um processo de luto, sendo fundamental para o nosso restabelecimento a passagem por todas as suas fases. Achamos, geralmente, que o luto diz respeito somente à morte humana, mas na verdade não é assim. A perda do emprego ou de um bem podem exigir de nós o nosso luto.
O luto é composto por três fases:
1. Choque, seguido de negação;
2. Revolta e confusão;
3. Aceitação e reestruturação

À semelhança de uma ponte, precisa ser atravessado em toda a sua extensão (que irá variar de pessoa para pessoa), até esgotar-se. E aí, quando todas as emoções foram arrumadas, ficamos melhor.

Não, não perdi nada nem ninguém neste momento. Mas conheço quem tenha perdido recentemente um importante membro do núcleo familiar. Muitos dirão "era apenas um gato". Mas eu compreendo a dor. Era um amigo.

Tiquinho, tu vives sempre.

domingo, 31 de outubro de 2010

Finalmente

Finalmente, já passou o último dos cinco casamentos que tinha este ano. Não tenho nada contra casamentos, outrora já tinha imaginado o meu (lol), mas cinco num só ano... É dose.
Assim, aqui fica o balanço matrimonial de 2010:
- 5 casamentos
- 4 cerimónias católicas, 1 não religiosa
- 4 quintas, 1 restaurante
- 3 dias de calor, 1 dia de calor extremo, 1 dia de chuva e frio
- 5 noivas bonitas
- 5 enforcados ( :p )
- 4 padres (1 maluco, 1 com uma grande lata, 1 "homofóbico" e 1 que me fez pensar) e 1 juíza da conservatória
- 5 sessões de comida até não poder mais
- 4 vestidos e um conjunto de calça e blusa
- 5 sessões de música (por vezes para dormir, por vezes animada, por vezes pimba...)
- 2 em que perguntam quando é o meu, 1 em que perguntam à minha companhia quando é o dele, 2 onde me deixaram em paz com a pergunta "Então e tu, quando casas?"
- 1 papagaio simpático que disse "Olá, 'tás boa?"
- 2 carros de noivo vandalizados (1 conduzido com orgulho, 1 lavado pelo noivo antes de sair - BAH!)
- 0 (zero) despedidas de solteiro
- Fotos, fotos, fotos...
- A alegria de ver um amigo do coração a casar
- A sensação de o tempo estar a passar por mim, e eu a ver

O que será que me espera em 2011...?

domingo, 24 de outubro de 2010

Que chatice!

Porque será que quando finalmente entramos numa fase em que sentimos de algum modo a inspiração para um novo projecto, para criar algo que amamos e queremos que seja a nossa vida, APARECEM MIL E UMA COISAS A DIFICULTAR?
No meu caso, o problema geralmente resume-se pelo facto de não ter tempo quando tenho a inspiração, ou não ter inspiração quando tenho o tempo. Mas agora... O tempo apresenta-se mais em aberto, e a inspiração está a mil... E os imprevistos inundam-me, impedindo-me de concretizar o desejo. Bolas... Que universo tão desencontrado este em que vivo...
Acabo a sonhar-me vencedora do Euromilhões, e a partir rumo a paragens mais tranquilas durante uns meses, para assim concretizar os meus projectos e sonhos. Talvez deva começar a jogar...


Sinto-me: Inundada

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cansaço

Ultimamente domina-me um cansaço inexplicável. É um cansaço de tudo, que domina, arrebata numa apatia de quem faz férias mentais forçadas e sem sair do sítio.
Cansaço físico, mental, emocional... E até espiritual. Daquele em que desejamos ter um botão de desligar, fechar os olhos e simplesmente parar no tempo. Parar de pensar, de sentir. Esquecer o passado e o futuro, e não querer saber do presente.
Um cansaço que roça a exaustão, e ameaça a desistência.
E o mundo continua a girar à nossa volta, e guardamos dentro de nós os nossos pensamentos e emoções, porque sentimos que de nada vale falar. Ninguém entende, e nada muda. Entupimos, até ao dia em que havemos de rebentar.

É... Sinto-me muito cansada. Vou dormir. Até.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O maior foguete do mundo

Ontem fui ver o maior foguete do mundo. Sentada na margem do rio Douro, do lado do Porto, esqueci o frio da noite. Após um pequeno espectáculo de fogo preso, todos esperavam pelo famoso foguete.
Para a maioria da assistência, foi uma desilusão. Dei-me conta de que esperavam uma explosão atómica, que além do famoso cogumelo de fumo, estremecesse a terra e lhes arrancasse os olhos. Fartaram-se de criticar quando perceberam que na verdade não tinham apreciado o melhor foguete do mundo em acção. Eu vi-o.
Subiu, num som imponente em tons verde e azul, e numa ligeira curva, rebentou com um estrondo que fez abalar o chão onde estava sentada. Após esse, outro semelhante, mas um pouco menos intenso. Igualmente bonito. Gostei.
Digam o que disserem, gostei.
E depois, um outro espectáculo de fogo de artifício, com dois tipos de foguete que nunca tinha visto.
Para quem não aprecia fogo de artifício, este foi especial. Não se passou numa romaria barulhenta, entre as luzes e sons estridentes de carrocéis. Espelhou-se sobre o leito de um rio maravilhoso, numa noite de luar, com o abraço da brisa e o som das águas vivas. Muito melhor.

iPhone experience

Mais um programa de edição de blogs a ser testado no meu iPhone.. Será melhor do que o iBlogger? Em breve, novidades...
Tcham tcham tcham tchammmmmmm

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Feriados agridoce

Para mim, os feriados têm um gosto agridoce...
São bons porque começam e sentimos que vamos poder fazer imensas coisas óptimas com o nosso tempo...
São péssimos porque acabam depressa, e não fizemos nada daquilo que gostaríamos de ter feito.


Sinto-me: à espera do próximo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O tempo

Não seria totalmente novidade que o tempo tem um papel crucial para nós. Mais do que aquilo que eu gostaria, para dizer a verdade.
Sei o quanto o tempo é imprevisível. Como ele nos surpreende quando esperamos uma coisa, e depois isso muda. Muda a coisa, muda o nosso desejo dela. A espera muda-nos. E não raro, quando nos damos conta, percebemos que se calhar já nem queremos aquilo por que estávamos a esperar.
O tempo é assim matreiro. Apanha-nos desprevenidos, e deixa-nos desprevenidos quando liberta no Presente o que no Passado esperávamos para o Futuro.
E é por isso que é tão difícil sermos amigos do tempo, apesar de andarmos sempre de mãos dadas. Nós à espera que ele se decida; ele à espera que mudemos de ideias para se decidir.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Saudades na vida

Há coisas que sempre nos deixam saudades na vida:

  • Uma palavra secreta...
  • Uma tarde de leitura enquanto faz calor e chove lá fora...
  • Amar e ser amado...
  • Ter-se certezas de um futuro feliz...
  • Palavras doces...
  • Um presente num dia absolutamente normal...
  • Um sorriso com um brilho nos olhos...
  • A esperança de que tudo fica sempre bem...
  • Um afago no rosto...
  • Um beijo sem motivo...
  • O coração acelerado num abraço...
  • Ter uma música especial e dançar ao som dela...
  • Um reencontro com alguém especial...
  • Um objectivo alcançado...
  • Um elogio...
  • A certeza de um rumo...
  • Um abraço sentido...
  • A aceitação de como somos, como pensamos, e daquilo que desejamos...
  • Sintonia...
  • Partilha...
  • Alguém que pense em nós...
  • Inspiração inesperada...
  • Adormecer no calor de um aconchego...
  • Cafuné...
  • Um bom filme, deitado no sofá...
  • Um gesto simples que demonstre amor...
  • Ser feliz, por nada.


Sinto-me: Nostálgica

Doentinha... :(

Desde sábado que não me sinto lá grande coisa. Pensei mesmo que estaria a chocar uma gripe, com o nariz entupido, espirros e dores no corpo... Passei um dia de martírio, perdida de sono.
Domingo mantive-me por casa, e fiquei melhor.
Segunda estive em casa de dia, e à noite fui dar formação. E pronto, correu mal. Cheguei a casa novamente com dores no corpo, e hoje acordei pior. Garganta irritada, de acréscimo.
Isto vai bem, vai. Tenho de fazer um "Retiro da Constipação"...


Sinto-me: Doentinha...

Mudar uma Vida

Acredito que, em algum momento, já todos sentimos a necessidade de mudar algo na nossa vida, ou até mesmo mudar de vida.
Não sou diferente dos outros, há muito tempo que sinto isso. E de facto fui fazendo algumas mudanças, e os resultados não se revelaram os melhores... Por isso, resolvi tentar fazer algo, mas com ajuda.

Há três semanas peguei num livro que já tinha comprado há bastante tempo (nessa minha busca por direcção), mas que tinha morrido na prateleira, à espera de um pouco de atenção:


Doze Semanas para Mudar uma Vida
Augusto Cury

Este livro propõe que o seu leitor siga um programa que tem a duração de 12 semanas, em que cada semana tem um tema a ser trabalhado. Posso dizer que comecei mal. Demorei uma semana a ler a introdução. Depois, cheguei ao desafio da primeira semana, Ser autor da sua história: o resgate da liderança do «Eu». Encravei. Não quero lá muito saber do "eu". Estou cansada do "eu". E tenho de o resgatar...
Arrastei a leitura do capítulo, e a semana lá se passou sem fazer nada. Talvez se mandassem afogar o "eu"?...

Ontem à noite lá peguei e li. Não é tão mau como esperava. É o desafio da compreensão, da paciência, do silêncio. Mas o pior: controlar a vida. Exacto. Se soubesse como fazer isso, o livro nunca teria vindo comigo para casa.
Mas não há problema. Vou [tentar] fazer os exercícios que propõem, de reflexão. Cheira-me que vou deprimir (lol). Mas não há-de ter problema. Para a semana, já será a semana 2.


Sinto-me: Na semana 1.

domingo, 26 de setembro de 2010

Muda o tempo, muda-se a saúde.

Pois é, ontem foi um dia complicado para mim. Acordei várias vezes de madrugada, por causa de a Titi sentir frio. É oficial: o tempo está a mudar com a chegada do Outono... Nem quero pensar em como o tempo está a passar depressa.
E como é habitual quando o tempo muda, acordei mais tarde com os sinais da constipação. Mas desta vez, pior. Não podia ficar indiferente às dores que sentia no corpo. Mas o cenário muda ainda mais, quando temos marcado para essa noite a visita de familiares em nossa casa para jantar. Pois.
Lá andei nas compras tipo zombie, num mal-estar geral que nem sei definir. Já em casa, também foi interessante tratar das coisas para o jantar, quando tudo o que me apetecia era deitar-me...
E depois, o jantar, o convívio. O tempo foi passando, entre as dores no corpo e o sono extremo. Com uma criança a desafiar-me para brincar (é sempre assim com as crianças, tenho mel, hehe), e as energias a esgotarem rápido.
Acabei por me render no sofá, por vota das 3h. Não me lembro de nada, de adormecer, de as pessoas irem embora. Simplesmente, aterrei..

E hoje... Além de ter falhado a uma palestra à qual gostaria de ter ido assistir, estou K.O. E pior ainda quando se acorda nostálgico e confuso...
Lá se vão os planos para hoje.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cara Nova

Resolvi pôr aqui uma cara nova... Vamos ver durante quanto tempo :)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Visitas

Este blog já apresenta uma contabilização de 1430 visitas... A julgar pelo número de comentários, são todas minhas.

Natureza Humana das Relações

As relações humanas são complicadas. Redes intrincadas de trocas, encontros, desencontros, correspondências e corações quebrados.
Está na natureza do ser humano o contacto entre si, a troca, a partilha. Aprendemos juntos, sonhamos juntos, destruímos juntos.
Muito se estuda e se descobre sobre o ser humano, e mesmo assim, ele continua a ser o maior mistério do mundo.
Somos de facto muito complexos. A diversidade de pensamentos, gostos e ideais é tão imensa, que mergulhamos num mar sem fim. Cada pessoa demonstra-se a cada minuto um universo particular, do qual nem o próprio percebe a verdadeira profundidade, ou os elementos que o compõem.
É difícil viver entre pessoas. Muito. É também difícil vivermos connosco próprios. E cansa. Muito.
E sabem o que acho mais incrível? É que no meio de tanto conflito que geramos uns com os outros, pelas nossas diferenças, acabamos por nem sequer nos dar conta de que todos queremos o mesmo. Todos queremos ser felizes. Todos queremos ser amados, e depois amar. E falhamos tão redondamente, na maioria dos casos…
Acredito que dos maiores problemas no meio de tudo sejamos nós, e o nosso egoísmo. Porque vivemos para nos satisfazer, para nos sentirmos completos. Queremos alguém que encaixe em nós, mas temos dificuldade em encaixar na vida dos outros. Queremos pessoas que preencham o cenário que montamos da nossa vida, mas muitas vezes esquecemo-nos de moldar o nosso mundo às pessoas que nele entram.
E acabamos a sentir-nos sozinhos, no meio de imensa gente.
Preocupa-me especialmente a relação entre duas pessoas, uma ligação amorosa. Com o tempo, com as conversas e desabafos que ouço, dou-me conta do quanto esse é um terreno complexo, e cheio de minas. E porquê? O amor não deveria ser mais simples?
Vejo pessoas que, pela geração a que pertencem, mantêm-se em casamentos infelizes (acho que até o conceito de casamento da época deles é diferente do actual). Acordam, vivem e dormem ao lado de uma pessoa que não os preenche, não os sente, e não sentem. São dois conhecidos estranhos, já se viram até ao fundo da alma, e desistem de se conhecer mais, não se dando conta de que estamos sempre a mudar e há sempre algo para conhecer. Entristece-me falar com estas pessoas, e ver que se conformam em não serem felizes. Deixam a vida passar-lhes diante dos olhos.
Mas o oposto também se tem manifestado uma triste realidade. Pessoas que, nos seus 40 e tal anos, ficam sozinhos pelos mais diversos motivos (divórcios, viuvez ou até mesmo por nunca terem casado), e entram numa selva cheia de feras e armadilhas. Procuram alguém, todos eles. Mas não se vêem. Todos têm medo, todos se defendem. Estão tão habituados a um modo de vida, que não conseguem adaptar-se a alguém. São corações fechados, que querem mas não confiam no amor. Não estão dispostos a mudar para se enquadrarem com a outra pessoa, e assim apenas sofrem, e separam-se. É uma busca constante, infrutífera. É uma solidão avassaladora…
Pegando na ideia dos solteiros, também me surpreende a quantidade de pessoas que hoje em dia, constroem uma vida só. Dizem não precisar de ninguém, e apreciarem a liberdade de terem o seu espaço todo para fazerem o que desejam e como desejam. Habituam-se a isso, e depois, quando o coração cede à atracção natural por alguém, têm o problema que referi antes: não conseguem ter alguém na vida deles, nem estar na vida de ninguém. E passa-se assim uma vida, com muitos amigos, e um ou outro companheiro ocasional. E muita falta de amor…
E há ainda aqueles que, casando, não precisam de muito para resolverem divorciar-se. São opostos: uns entregues e conformados com um casamento infeliz, outros que nem tentam resolver os problemas.
Não quero com esta reflexão julgar as escolhas de ninguém, de modo nenhum. Estou a ser sincera quando digo que esta instabilidade me preocupa. Acredito que grande parte dela vem do facto de sermos cada vez mais livres nas possibilidades infinitas de escolhas para a nossa vida. Antes, casávamos com alguém da nossa rua ou das imediações mais próximas. Hoje, temos os nossos horizontes tão alargados, que a escolha nos faz perder e acabar por não nos satisfazer com nada. Acreditamos que há sempre melhor. E não raro, acabamos a viver o Presente sem o viver realmente.
Preocupa-me que assim estejamos a transformar-nos numa humanidade incrivelmente solitária, apesar de cada vez mais os meios sociais se expandirem, e podermos até ter amigos do outro lado do mundo. Temos tanta coisa à nossa volta, que nunca chegamos realmente a conhecer as pessoas, e ninguém chega a conhecer-nos a nós. E isso distancia-nos cada vez mais do nosso objectivo de sermos felizes.
Espero que possamos em breve perceber que a felicidade passa também por abrirmos o nosso mundo àqueles que estão connosco, e querermos também entrar no mundo dessas pessoas. Só de mãos dadas conseguiremos caminhar seguros rumo ao que tanto desejamos.
De facto, o amor é simples… Nós é que o complicamos.


Sinto-me: Em crónica

Desânimo


É incrível [e péssimo] como basta uma conversa de poucos minutos para nos estragarem o dia, nos tirarem o pouco ânimo que possamos ter, e dar-nos vontade de desistir de tudo e simplesmente levarmos uma vidinha estúpida...


Sinto-me: Desamparada e cansada.

Espaço

Não mantenho este blog por achar que alguém o lê. Não tenho nada de interessante para contar, nem me acontece nada de interessante. Escrevo para mim. E adoro.


Sinto-me: Em busca da minha luz interior.

Mensagem do Buda #[50]

«Ó escravo do desejo, flutua sobre a corrente.
Pequena aranha, deixa-te ficar na tua teia,
ou então abandona as tuas mágoas pelo caminho.»
O Dhammapada de Buda Gautama, Séc. 5 A.C.


"O mundo em que vive é criação sua, tal como a aranha que constrói a teia do seu próprio ser e depois é apanhada por ela e não pode escapar. O mundo é projectado pela sua própria mente, você projecta milhares de desejos. É assim que constrói a sua teia e fica preso nela. Alguns ficam presos no desejo do poder, alguns são apanhados pelo desejo da renúncia, alguns são apanhados pelo desejo do paraíso - tudo desejos! Um homem que compreenda verdadeiramente não deseja. Ele vive no momento e desfruta do que quer que haja na sua totalidade. Ele espreme cada momento, ele bebe cada momento! Ele come o que quer que haja. Ele dorme, mas é integral no que quer que faça."


A Descoberta de Buda - Osho


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Parabéns PETA!!!

É com imensa alegria que escrevo o meu post número 100. Sim, eu sei, este blog é pequenino e com zero leitores (na verdade, acho que escrevo e só eu leio, lol), mas 100 é para mim um número grande.

Mas mais ainda, é com muita alegria que escrevo este post sobre uma notícia fabulosa. A PETA, uma associação que defende afincadamente os direitos dos animais, conseguiu hoje uma vitória incrível.
Após meses de investigação, conseguiram recolher provas suficientes e explícitas de maus tratos e crueldades impensáveis aplicadas em animais numa empresa de testes laboratoriais, onde os pobrezinhos sofriam nas mãos de técnicos, funcionários, etc...
Pela apresentação de uma queixa de 70 páginas ao Departamento da Agricultura na América, conseguiram que após uma semana, fosse ordenado o encerramento definitivo do laboratório em causa, e os 200 animais restantes entregues a instituições de apoio que poderão depois encaminhá-los para adopção.

Não tenho palavras para expressar:
1 - A alegria de uma vitória tão importante
2 - A gratidão a todos aqueles que tornaram isso possível
3 - O asco em relação àqueles que se dizem "humanos" e maltratavam estes animais.


Para saberem mais, vejam aqui e aqui.


Sinto-me: FELIZZZZZZZZZ

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Encontros de Paz

Há dias em que o céu carregado de nuvens nos pesa na cabeça, e chega mesmo a provocar dor. Cansa, dá vontade de deitar, ficar no silencio. E não raro, tal não é possível.

Mas é surpreendente como muitas vezes, algo nos surpreende e enche o coração. Não é preciso muito.
Para mim, bastou um gesto de carinho...

Seguia a pé pela rua, em Ílhavo. distraída nos pensamentos e na dor de cabeça, e no meu caminho, sentado no passeio, um gato. Adulto, sem duvida, e também absorvido nos seus pensamentos. Quis o destino que, por momentos, nos cruzássemos.
Parei, estiquei a mão e chamei. Sem hesitar, ele caminhou até mim, e toquei-lhe. Deliciou-se. Deliciei-me.
Roçou nas minhas pernas, fiz mais carinhos, no lombo, na cabeça, no queixo.
Encheu-me a alma ver a expressão de satisfação dele com as minhas festinhas.
E segui feliz. Obrigada, Pai.

sábado, 11 de setembro de 2010

Sonhos.

Ainda espero pelo único sonho que sei que jamais virá...


Sinto-me: ...

Inspiração #1


"Pelo menos três vezes por dia,
ponha-se de pé, com os braços
bem abertos e diga:

«Eu quero deixar o amor entrar.
É seguro deixá-lo entrar.»"


EU MEREÇO SER AMADA

"Não temos de conquistar o direito ao amor, tal como não temos de lutar pelo direito de respirar. Temos esse direito porque existimos. Você tem o direito de amar porque existe. É tudo quanto precisamos de saber. Você é merecedor do seu próprio amor. Não permita que os seus pais ou as opiniões negativas da sociedade ou preconceitos sociais o levem a pensar que não é suficientemente bom. A realidade do seu ser é que você é merecedor de todo o amor. Aceite isto e tenha-o bem presente. Quando o fizer realmente, vai descobrir que as pessoas o consideram digno de ser amado."

Louise L. Hay - Pensamentos do Coração

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

3D???

Não me seduzem os filmes em 3D. E o pior, é que agora aquilo está na moda. Não importa se o filme em causa tem sequer perfil para ser em 3D. Se não tem, passa a ter.

Ninguém me tira a ideia que este é apenas mais um modo de justificar que os bilhetes de cinema fiquem mais caros. E a coisa piora. Antes, ver um filme em 3D no cinema significava ter de pagar 2€ extra (como se o valor de base não fosse já puxadote), pelo efeito de o Vin Diesel parecer saltar fora do ecrã e pelos óculos que surtem esse efeito (caso contrário, a imagem é tão tremida, que nos cremos vesgos).
Mas agora.. Agora abusam. Já não é obrigatório comprar os belos dos óculos (que pena, são tão bonitos), pelo que se paga apenas o 3D. E quanto se paga? Ora, meus amigos... A simples quantia de: 2€!!
Se nos esquecermos dos óculos que tínhamos em casa, damos um segundo extra de 0,50€.

Ora vamos lá a contas (que o meu tempo de escola já vai longe, mas acho que ainda sei fazê-las)...
Se o bilhete 3D antes era 2€ extra com direito a óculos, e isso implicava ficarmos com uma colecção de óculos em casa, sem os óculos não deveria passar a ser apenas 1,50€?
Mas alguém se enganou nas contas... Pagamos os mesmos 2€ para trazermos os óculos de casa, e temos de ficar todos contentes porque "agora já não me obrigam a ter sempre uns óculos novos!".
Se assim é, acho que vou personalizar os meus. Pintá-los e colar umas estrelinhas muito fashion, ou algo assim.

E sabem o que mais? Na maioria dos filmes nem sequer se nota o 3D. O último que vi, por exemplo, posso jurar que o único efeito em 3D ali eram as legendas...
Isso, e nós todos lá dentro, com aqueles "óculos de cara de parvos"...


Sinto-me: Enganada..

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A vida está para os espertos...

Há dias ouvi uma conversa que me irritou profundamente. Tive vontade de esbofetear a pessoa, e só não me manifestei porque estava em casa da mesma.

Neste país onde se fala tanto de crise, em que quem trabalha é sobrecarregado cada vez mais com impostos e menos beneces por parte do Estado, mas há sempre dinheiro para obras sem nexo e desnecessárias... E há dinheiro para sustentar malandros.
Malandros daqueles de excelente saúde, mas que lhes dá gosto passar a vida na cama até as 12h, e passar a tarde no café a falar da vida dos outros. Malandros daqueles a quem o nosso governo paga um salário por esse mesmo trabalho, serem malandros. Sim, que hoje em dia ser malandro é muito duro, dá que fazer.

Os bolsos de quem nada faz são cheios com centenas de euros. É o rendimento mínimo garantido, são as ajudas pelo agregado familiar, são os extras por tudo e mais alguma coisa. E depois, para quem finge não trabalhar - não fazendo descontos -, ainda pode apresentar-se ao nosso governo generoso como um coitadinho sem emprego, e mete mais umas milenas ao bolso. Uma coisa é certa: para trabalhar não têm capacidade (coitadinhos!), mas para andarem a chafurdar a descobrir tudo o que existe de bónus que o estado dá, aí já se mexem.

Ora nós, que trabalhamos por recibo verde, que damos o corpinho e a inteligência todos os dias, levantamos da cama, e pagamos a segurança social e os nossos deveres como trabalhadores legais, quando ficamos doentes temos direito a... Junta médica e um chuto no rabo.

Irritou-me profundamente ouvir um desses parasitas da sociedade explicar a quantidade de euros que recebe todos os meses, para ter uma vida de descanso, e pensar que pago para isso.

"E se me tirarem o rendimento mínimo, já sei o que vou fazer. A minha amiga está a fazer um curso profissional, e ganha 500€ e mais 200€ para o infantário da filha, e nem gosta nada daquilo, não quer nada trabalhar naquela área. Quando terminar vai inscrever-se noutro, e eu faço a mesma coisa."

Dá vontade de socar, não?


Sinto-me: Irritada

Maravilhas do IPhone

Sempre me chamou a atenção o IPhone, já desde os tempos remotos do seu lançamento. É certo que nunca pensei vir a ter um, mas... Agora que tenho, estou a adorar!
Até tem uma aplicação para colocar posts no blog, directamente. Excelente! :D

Minhas mãos

Quero agarrar o mundo com as mãos... Mas tenho mãos tão pequenas, e dedos compridos e esguios que deixam escapar tudo.

N.Y., N.Y....


Ando com uma panca de sentir imensas saudades de Nova Iorque e do seu estilo de vida...

Detalhe interessante: Nunca lá fui sequer...


Sinto-me: Com saudades.

Raio de Google Imagens

Serei a única a não gostar lá muito do novo modo como o Google apresenta as pesquisas de imagens...?

Dias de chuva


Podem rogar-me pragas, se quiserem... Mas já me souberam bem estes dias de chuva!


Sinto-me: No meu mundo imaginário

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Perdida

Estou perdida. Compra-se mapa.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Coisinhas novas sabem sempre bem

Foi na passada sexta-feira que recebi finalmente algo que havia encomendado há um mês: Legacy of the Divine Tarot.

É um tarot (obrigada, até aí já dava para concluir, pelo nome), mas é simplesmente LINDO!
O artista gráfico responsável por ele é Ciro Marchetti, e acho o trabalho dele absolutamente fantástico. Já é o segundo baralho que compro dele, e fico apaixonada pelos seus desenhos. Quando os observo, é como entrar numa viagem fantástica, ao mundo existente apenas em sonhos, com personagens dotadas de uma beleza impressionante.

Ainda não tive tempo de observar bem cada carta e cada detalhe, mas espero poder fazê-lo muito em breve.

Férias

Cá estamos de férias. Destino de sempre: Algarve. Não que seja o melhor, mas pronto, "o hábito faz o monge".
A viagem foi para mim muito complicada. Há 3 noites que dormia poucas horas, pelos muitos afazeres que me prenderam nos dias anteriores à vinda para cá, e contrariamente ao costume quando vou para o Algarve, não pude dormir.

O problema vem quando não dormimos e nem falamos. É que enquanto se conversa, os quilómetros vão passando, as palavras tecem-se a cada recta, e o tempo cumpre o destino.
Mas fazer uma viagem longa em silêncio, seja por não ter nada para dizer, seja por falta de estímulo, custa muito. A mim custa.

Não pelo silêncio, mas pelo sono. Silêncio, de carro, a mim dá-me um sono IRRESISTÍVEL.

Acontece que não consigo dormir sentada, tenho de ter a cabeça pousada e o mínimo conforto para conseguir relaxar. Conclusão, fiz Porto-Monte Gordo com a cabeça a cair constantemente, com direito a acordar muitas vezes porque estava de boca aberta...

Resultado: quando cheguei à cama, aterrei completamente.

Outro dado interessante: sempre que vou de férias, fico doente. Este ano não está a ser diferente...


Sinto-me: Constipada

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sempre a rir, António Feio

Sei que não foi hoje, que até já passaram uns dias, mas não quis deixar de mencionar algo a respeito de António Feio.

Desde criança que simpatizava com a figura. Aquele ar desengonçado, alto, muito magro. Os olhos despreocupados da vida, o sorriso de quem está atento a tudo o que se passa. Uma voz que aos meus ouvidos sempre soou agradável.
Nunca achei o António Feio um homem bonito, ou atraente. Mas ao mesmo tempo, a atitude relaxada e pacífica era encantadora e irresistível. É daquelas pessoas de quem todos querem ser amigos, e com quem todos querem rir. E para muitos, isso foi possível.

Quem não se lembra dele, com o colete com padrão de vaca? O modo de lançar as piadas para o ar como quem exala uma lufada de fumo de cigarro, de modo descontraído e na certeza de que "está tudo bem". António Feio fazia rir só pela sua presença, tinha uma luz muito própria.

Sem dúvida que o panorama da gargalhada nacional perdeu uma estrela. Mas conforta-nos a ideia de que sempre poderemos rir com António Feio, pois a marca que deixa, isso jamais se apaga.

Muita paz para ti, António. E faz rir o pessoal aí onde estejas, que nós cá nos roeremos de inveja.

Les Aventures de Titi #4

E pronto, já foi na sexta-feira passada que levei a Tigreza novamente ao veterinário, para vermos como estava o problema do fungo que ela apanhou na pele e que nos andava a dar cabo da cabeça e da preocupação.
E para nossa alegria, a Dra. que a tratou diz que ela... ESTÁ CURADA! Fiquei tão feliz quando ela disse isto... É um facto que os sítios onde tinham surgido as feridas já estavam com aspecto limpo, mas como são problemas muito complicados, estava com receio do que pudesse surgir.

Mas agora pasmem-se... A Dra. fez-lhe um check-up geral, para ver como ela estava, e descobriu que ela tem acne... Sim, aquilo que os adolescentes têm lol. Aparentemente, é muito comum que surja em gatos com pêlo claro no queixo, e como o dela é clarinho... Pronto.

Gata chique, realmente é outra coisa!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Tarô Zen, de Osho

Hoje chegou pelo correio algo que há muito tempo queria e não existe em Portugal: O Tarô Zen de Osho.
As cartas são muito lindas, e além de corresponderem ao tarot tradicional, fazem algo que adoro: cada carta tem uma mensagem para meditar. Gosto deste tipo de "jogo", de tirar uma carta aleatoriamente, e ler a mensagem que sai, para pensar um pouco.

Por isso, estreando o meu baralho novo, aqui fica a primeira mensagem sorteada.


Carta 8 - Simplicidade

"Esta figura, caminhando pela natureza, mostra-nos que a beleza pode ser encontrada nas coisas simples e comuns da vida. Com muita frequência nós tomamos este lindo mundo em que vivemos como coisa garantida. Limpar a casa, cultivar o jardim, fazer a comida - as tarefas mais simples ganham uma conotação sagrada quando são feitas com envolvimento total, com amor, e exclusivamente pelo prazer de fazê-las, sem expectativas de reconhecimento ou de recompensa. * Neste momento, você passa por um período em que esta maneira cordata, natural e extremamente simples de encarar as situações que se apresentam trará resultados muito melhores do que qualquer tentativa sua de ser brilhante, perspicaz ou, de alguma outra forma, extraordinário. Deixe de lado toda pretensão de fazer alarde quanto a ter inventado mais alguma coisa inútil, ou a vaidade de encantar seus amigos e colegas com o seu talento incomparável de prima dona. A contribuição especial que você tem para oferecer neste momento será maior se você encarar as coisas sem resistência e com simplicidade, um passo de cada vez."

In O Tarô Zen, de Osho

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Há manhãs que prometem...

Ela ia a caminho do trabalho. Mais uma manhã como qualquer outra, cansada, com sono, e sem vontade de nada.
Pára num semáforo, enquanto conversa de modo distraído para preencher o vazio sonoro dentro do carro. Conversa de circunstância, talvez.

Primeiro momento flash: Do lado esquerdo da rua, pelo passeio, dois jovens caminham. Pelas mochilas às costas, certamente vão para a escola, que fica ali mesmo ao pé. Subitamente, um deles pára, numa posição estranha, como se tivesse sido agarrado. De facto, os seus maravilhosos cabelos "ninho de rato" tinham ficado presos a um ramo um pouco mais longo da sebe que acompanhava o muro.... Risos... Ele lá conseguiu finalmente soltar o cabelo, e o amigo, numa atitude protectora tentou - TENTOU, note-se - chutar o ramo, ao qual nem sequer conseguiu tocar com a pontinha do dedinho. E lá seguiram felizes, um mais consciente de ter pernas curtas, e o outro com uma decoração nova no "cabelo".

Segundo momento flash: Num semáforo [parece que hoje os semáforos estão inspiradores], continuando a conversa, mas sobre animais e não a treta de circunstância, eis que ela nota algo que se move no passeio. Algo que se move e desce o passeio, num movimento que não se assemelha em nada a mero lixo arrastado pelo vento. O "algo" continua a mover-se. E quando olha, fica em êxtase: um mini ratinho, que mais parecia uma salsichinha de aperitivo, castanhinho e ultra fofo, estava na estrada. Preocupação: geralmente um semáforo implica carros a circular, mais cedo ou mais tarde...
Foi com receio que viu o ratinho esconder-se debaixo do carro da frente, e subitamente passar para a faixa do lado, para junto do pneu de um jipe. Na cabeça dela, o pânico começou a atormentar, com medo de ver o pequenino a ser passado a ferro... Via-o dar umas voltas, e voltar sempre para junto da roda... Na esperança de o ver atravessar a terceira faixa e ficar em segurança do outro lado.
Acabou por ter de andar, e quando saiu do carro (mais à frente), foi inspeccionar as faixas. Não estava lá nada. Pediu a Deus que tivesse permitido à pequena criatura salvar-se em segurança.

Sim, estava mais preocupada com o ratinho do que com o rapaz. A ele bastava-lhe um corte de cabelo de gente. Ao ratinho era necessário um salvador...

O dia promete...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Personagens suicidas

O bloqueio de um escritor é quando, num espaço de 2 minutos, as personagens nascem e morrem na sua cabeça, sem contarem a sua história...

Ai as noites...


Desde sempre me lembro de sonhar. Aliás, lembro-me de ter um sonho recorrente, até aos meus 5 anos. Daí em diante, os meus sonhos foram sempre muitos, nítidos, vívidos e conscientes. Alguns assustadores, alguns animadores.
Nos meus sonhos já vi paisagens, já vi desastres, já vi lugares que não são deste planeta. Falei com pessoas conhecidas, pessoas desconhecidas, pessoas boas e más. Ajudei, fui ajudada.

Apesar dos sonhos ao longo de anos e anos, sempre consegui descansar, e as noites eram boas para recuperar energia.

Mas este ano... Tem sido demais... Já não me lembro de ter uma noite em que não sonhe, ou em que sinta que descansei realmente. Uma noite em que, pela manhã, me sinta descansada, relaxada e feliz.
O meu habitual, há MESES, é acordar cansada (muitas vezes esgotada até), como se nem sequer tivesse dormido. Há dias em que parece que já me habituei, mas noutros... É péssimo.

Hoje, então, estou exausta. Sinto que já nem consigo pensar. Tenho a mente tão esgotada, que estou confusa. Uma vez mais, como tem acontecido de há umas semanitas para cá, tive imensa dificuldade em adormecer, por ter a cabeça constantemente inundada pelas mesmas ideias que me consomem há tempos, e mal acordo, brindam-me... É desgastante, e já nem sei bem o que fazer.

Por este andar, ainda fico doida lol...


Sinto-me: exausta

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um raio

A pen já apareceu, menos mal.
O resto... continua na mesma. Ou pior. Já nem sei.


Sinto-me: Com pouca esperança (ok, confesso. Nenhuma)

domingo, 18 de julho de 2010

Da Luz.


De que adianta termos muita luz dentro de nós, se iluminamos a todos e permanecemos na escuridão?

Tem dias.


Há quem tenha momentos complicados.
Há quem tenha dias complicados.
Há quem tenha meses difíceis.
Há quem tenha anos complexos.
Eu tenho uma vida dessas.


Sinto-me: No fundo do mundo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Miss MaxMen 2010

Estou confusa... Só hoje soube deste concurso no blog da Bad Girl, mas vendo as fotos das candidatas fiquei confusa... É um concurso de miss ou uma tentativa de encontrar a mulher mais decadente e que - não há dúvidas - é uma verdadeira mulher da vida?

Quem é que se lembra de ir com uma saia de criança para o hipermercado, sem cuecas, e em pleno corredor levantar a saia, para a foto? Seria calor nos entrefolhos?

E quem é que tem uma colecção gigante de roupa de prostituta? Será... uma delas?

E miúdas obviamente menores... E miúdas obviamente já fora de prazo...

Não tenho nada contra concursos que apelem à beleza feminina. Mas concursos que rebaixam essa mesma beleza e a tornam banal, ou ordinária... Lamenta-se.


Querem saber do que falo? Confirmem.

Da sorte.

E a boa onda continua... Perdi a pen.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Contos de fadas

Que gosto muito de livros, não é novidade. Gosto de ver as capas, os títulos. Gosto de os ler, se me cativam de algum modo.
Mas ontem, foi uma novidade para mim. No Continente, diverti-me a ver os livros infantis. Não aqueles de bebés, com cinco páginas grossas e que tão depressa começam como acabam. Falo daqueles de folhas finas, macias e brilhantes, com ilustrações maravilhosas e histórias lindas. São cada vez mais bonitos esses livros. De todas as cores, tamanhos, com mais ou menos texto.
Não resisti, comprei um. Não um qualquer. Um chamado "Contos Para Adormecer". Fiquei rendida a ele porque, além de ilustrações muito bonitas, conta todas aquelas histórias infantis clássicas, aquelas que sabia tão bem quando era pequena e agora não recordo bem.
Senti dentro de mim o impulso de que não quero esquecer aquelas histórias. Quero sabê-las, para poder contá-las aos meus filhos. Não que ainda os tenha, e ponho sérias dúvidas que venha a tê-los nos próximos tempos. Mas quando os tiver, quero ser uma super mãe.
Então, lá vim para casa, toda feliz, com A Branca de Neve e os Sete Anões, Os Três Porquinhos, O Soldadinho de Chumbo, A Cinderela, O Patinho Feio, O Gato das Botas, O Aladino, O Pinóquio, A Vendedora de Fósforos, e muitos outros.

Vim para casa feliz. Precisava mesmo de alguns contos de fadas... Talvez só para tentar acreditar novamente que eles existem.


Sinto-me: Encantada

domingo, 4 de julho de 2010

Ser bom


É difícil ser-se bom no que se faz.

Aquele que se estreia, mesmo que de forma básica ou parca, é digno de elogios e reconhecimento [sincero ou não], com ânimo para continuar.

Aquele que é bom, é digno de silêncio e indiferença.


Sinto-me: Boa

Há dias assim...

Há dias em que simplesmente não apetece fazer nada. Dias em que não sabemos porque existimos, porque nos levantamos, e se vale a pena. Dias em que o tempo nos empurra para lado nenhum, e nos deixamos ir, sem rumo.
Não sei porque existem dias assim. Nada cativa, não importa o tempo que está lá fora, e as coisas passam-nos diante dos olhos como se nem as víssemos.
São dias de solidão interior, em que parece que até a nossa alma nos abandonou, com tédio. Talvez seja esse o vazio. Dias sem alma.

Esses dias não surgem por falta de ocupação, como muitas vezes se pensa. Por vezes, a mesa tem empilhados os compromissos, as tarefas, as obrigações. Mas são ignorados, porque nada representa um pouco de gosto no modo de ocupar o tempo. Nada desperta interesse.

São dias em que nem as coisas de que supostamente gostamos nos preenchem. Não queremos a música, nem os livros, nem a escrita. Não temos palavras doces, nem sorrisos, nem paciência. O coração fecha-se, na indiferença da vida, e deixa de sentir.
Não queremos cenário, nem personagens, nem diálogos. Não sentimos nada nosso, não sentimos nada dos outros.
Sentamos, paramos. Olhamos o vazio, mas até esse olhar e esse pensar dá vontade que não aconteça. Que o vazio tome conta de todo o ser, da mente e do espírito, tal como aconteceu com a emoção.
Dias em que nos sentimos no fundo do universo. Em que somos ninguém.

Há dias em que não apetece fazer nada. Hoje é assim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Les Aventures de Titi #3

E pronto, o pior verificou-se. Hoje voltei com a Tigreza ao veterinário, para dar continuidade à consulta anterior, e o que temíamos confirmou-se. Apanhou um fungo na pele, e daí a alteração a nível dermatológico. Desconfiamos que terá sido de a deixarmos vir dar um passeiozinho à porta de casa, e ela se esfregar no chão quente pelo sol. O problema: embora não tenha contactado com outros gatos, os gatos da rua passam tempo na entrada de nossa casa, e a gata da vizinha está com um sério problema de pele. E pronto, segundo a veterinária, é possível que tenha havido contágio...

Agora, vamos mudar de creme, e (não sei como!) temos de lhe limpar a mancha na pele duas vezes ao dia com uma solução desinfectante. Vai ser, no mínimo, interessante...


Sinto-me: Azarada

Mensagem do Buda #[44]

Pó na Estrada

"Faça o que tiver a fazer com determinação, com todo o seu coração. O viajante que hesita só levanta pó na estrada." [O Dhammapada de Buda Gautama, Séc. 5 a.c.]

"Lembre-se de que a ênfase é no coração. A mente nunca pode ser una; pela sua própria natureza, ela é múltipla. E o coração é sempre um; pela sua verdadeira natureza nunca poderá ser mais do que um. Não podemos ter muitos corações, mas podemos ter muitas mentes. Porquê? Porque a mente vive na dúvida e o coração vive no amor. A mente vive na dúvida e o coração vive na confiança. O coração sabe como confiar; é a confiança que o torna um só. Quando confiamos, tornamo-nos centrados."


A Descoberta de Buda - Osho

Escritora

Talvez não seja uma escritora.
Talvez tenha nascido para ser apenas leitora.

Não faço viajar, apenas viajo nos caminhos dos outros.



Sinto-me: Sem palavras.