Ontem ri-me IMENSO. Presente do meu garoto, fui ver o
Clube da Comédia, no Coliseu do Porto. E deixem que vos diga, foi muiiiiiiiiiiiiito engraçado! Primeiro inundou-me a estranha sensação de ver aqueles comediantes já tão meus conhecidos, mas habituada a vê-los dentro de uma caixa com botões. E desta vez, estavam ali, ao vivo. Acreditem, é estranho.
Os nomes presentes são conhecidos de todos, Eduardo Madeira, Francisco Menezes, Bruno Nogueira, Óscar Branco, Nilton e Aldo Lima. Estava especialmente interessada em ver o Bruno Nogueira, que era o meu favorito no Levanta-te e Ri, e deixem que vos diga... Ele é hilariante.
O Eduardo Madeira tem piada por ter sempre aquela postura de tótó, como quem não sabe muito bem o que está a fazer naquele palco. A fita da guitarra que ele usou estava sempre a desapertar-se, até que a guitarra caiu mesmo ao chão. Risada total. "Nada mau, geralmente acontece-me com as calças", brincou ele. Risada total. Fica uma de que me lembro:
Eduardo Madeira: "Eu nasci na Guiné... Quem vai à praia de nudismo que eu frequento sabe que é verdade... Até estão aqui duas raparigas que me viram lá e tiraram-me uma foto... Mas teve de ser panorâmica, para caber tudo...". RISOS.
O Francisco Menezes deixou-me embasbacada com a voz. Claro que, como sempre, cantou vários pedaços de músicas, mas com mestria. Se não fosse comediante/apresentador de TV, poderia muito bem tentar a vida como cantor.
Francisco Menezes: "A Floribella está no quarto, a chorar porque gosta muito de criancinhas... Por isso é que namora com o Djaló... Ele entra, e ela pergunta «Ó Djá-ló, o que é que tens pra minhe esta nuoite?». Começa a música [porno], e ele diz «Chocolate en tu boquita»."
O
Bruno Nogueira, que AMEI, dá vontade de dobrar em três (como os lençóis) e levar para casa. Com aquela figura de puto magro que foi esticado e cresceu demais, é o suficiente para me fazer rir. A forma descontraída como diz as piadas, sempre sério e como se não tivesse dito nada, é hilariante.
Bruno Nogueira: "Trouxe aqui uma notícia que me espantou... Li numa marca de acendalhas muito boa... Chamada «24 Horas»... - RISOS e APLAUSOS - Diz assim: «Violador de Telheiras foi concorrente do 1,2,3»...". Evidentemente, RISOS e RISOS.
A meu ver, o Óscar Branco foi o que me conquistou menos. E teve uma má escolha, quando começou o número a falar mal do Jorge Nuno Pinto da Costa e do FCP... Isto no Porto... Hum... Pois.
Óscar Branco: "Em Portugal não é preciso terroristas... Os portugueses dão cabo do país todo sozinhos."
O Nilton começou em grande. Entrou, hiper pequenino (quase podia jurar que ele por pouco escapou de ser anão), e com aquele ar intelectual, olha o público. "Eu amo você." RISOS e APLAUSOS em toda a sala.
Teve várias tiradas com piada, apesar de que como fala um pouco rápido, havia algumas coisas que passavam imperceptíveis.
Nilton: "Na música «Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu, encontrei o meu amor, ao Jesus que lá vou eu», na verdade ela ia na estrada, a acelerar, encontrou o amor dela, que é a Brigada da GNR - RISOS - e como não tinha documentos nem nada, lá teve de ir para a mata pagar a multa... Como é que eu sei o que veio a seguir? É fácil... o resto da música é «Ora zus-trus-trus, ora zás-trás-trás, ora chega chega chega, ora afasta lá para trás»." MEGA RISOS.
O Aldo Lima lembrou-me muito o Bruno Nogueira, pela postura. Alto, magro, aquele ar sério a dizer as piadas enquanto toda a gente se descasca a rir. Muito bom também, foi o meu segundo favorito.
Aldo Lima: "Agora está na moda o SPA... Antigamente, SPA era chegar a casa e deitar no sofá. Agora, é deitar numa sala, apagam as luzes, acendem três paus de incenso e umas velas, põem um CD das baleias, três calhaus em cima do lombo, e dizem ao ouvido «Agora, relaxe... No fim fazemos contas.»... E para isto, damos 150 euros.".
Em suma, foi uma bela noite, com duas horas de riso e diversão. A todos eles, parabéns! Continuem a fazer-nos rir, só faz bem.