Adulto - Vá, nós temos de ir embora.
Criança - Mas é só mais um bocadinho...
A. - Não pode ser, nós temos gente à nossa espera.
C. - Mas é só pa mostrar um jogo à C..
A. - Mas contigo é sempre assim, é sempre só mais uma coisa, e nunca mais saímos daqui...
C. - Oh, também... Tens de começar a ser mais impaciente...!
Sinto-me: :D
terça-feira, 25 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Depois da Cegueira
Acabo finalmente de ler o "Ensaio Sobre a Cegueira". Não que tenha sido para mim um esforço, muito pelo contrário. Difícil foi obrigar-me a intercalar a leitura com outra diferente, para não mergulhar de tal modo na história, que não faria mais nada enquanto não devorasse completamente o livro. Estava demasiado envolvida, demasiado cega pelo abrir de olhos na narrativa [inicialmente confusa, bem ao estilo de Saramago, mas depressa um hábito ao cérebro].
Confesso que o que li foi inesperado. Totalmente. Mesmo reconhecendo na história e no seu dramático e horrendo evoluir o reflexo da Humanidade, somente contida de tornar a história uma realidade pelo facto de ainda ter olhos que captam [de facto, por vezes apenas captam, não vêem], senti-me abalar em toda a minha estrutura.
Choca, marca, faz engolir em seco na simples ideia de algo assim ser possível. Mas querem saber? Saramago descreveu na perfeição o que de facto aconteceria. De forma crua, directa, amarga e fétida. Mas que não podia ser mais real, na sua surrealidade.
O livro, aconselho vivamente. Que seja lido, devorado, compreendido e absorvido, como o abanão à alma, essa sim, cega.
Aventurem-se. Atrevam-se. Jamais serão os mesmos. Eu não o serei. Nem os meus olhos...
Sinto-me: De olhos abertos
Confesso que o que li foi inesperado. Totalmente. Mesmo reconhecendo na história e no seu dramático e horrendo evoluir o reflexo da Humanidade, somente contida de tornar a história uma realidade pelo facto de ainda ter olhos que captam [de facto, por vezes apenas captam, não vêem], senti-me abalar em toda a minha estrutura.
Choca, marca, faz engolir em seco na simples ideia de algo assim ser possível. Mas querem saber? Saramago descreveu na perfeição o que de facto aconteceria. De forma crua, directa, amarga e fétida. Mas que não podia ser mais real, na sua surrealidade.
O livro, aconselho vivamente. Que seja lido, devorado, compreendido e absorvido, como o abanão à alma, essa sim, cega.
Aventurem-se. Atrevam-se. Jamais serão os mesmos. Eu não o serei. Nem os meus olhos...
Sinto-me: De olhos abertos
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Fazer planos
Este fim-de-semana aprendi que nunca podemos fazer planos. Ou melhor, poder até podemos, mas basta um só segundo para que tudo mude drasticamente. E então, o passeio planeado, o café combinado, o descanso esperado, vão por água abaixo.
Ontem passei o dia no hospital. Logicamente não era isso que esperava do meu Domingo, muito pelo contrário. Mas o que não constava nos meus planos, era que o meu pai acordasse com uma assustadora crise de amnésia. Não sabia o dia nem nada do que tinha feito desde que se levantara da cama, não sabia nada do dia de ontem, nem dos anteriores. Pior, cinco minutos depois de lhe explicarmos as coisas, ele voltava a perguntar, como se nunca o tivesse feito e como se nunca tivéssemos respondido.
Lá fomos com ele para o hospital, eu e a minha mãe. Fui com ele à triagem, e aguardamos uma hora para que nos chamassem. Vi o médico a examiná-lo, e decidiu mandá-lo fazer um TAC. Quatro horas depois, chamaram-me, para dizer que os resultados ainda não tinham saído, e que se não dissessem algo dentro de uma hora e meia (!) para perguntar por novidades. E tudo isto antes de termos sequer almoçar...
Eu e a minha mãe lá resolvemos ir comer qualquer coisa, não fôssemos ter de ir para a triagem também, por fraqueza, e pelas 18h30, sensivelmente, fui chamada de novo. A memória do meu pai já estava a voltar, embora ainda houvessem algumas "brancas". No TAC, tudo normal. Mas análises, tudo normal. Em exame físico, tudo normal. "Amnésia Global Transitória", disse-me o médico. "São episódios que por vezes acontecem às pessoas, por cansaço ou stress, e passam um momento assim, sem aceder à memória. Fiquem atentos se houver mais alguma situação de ausência."
Novamente me pediram que aguardasse, até às 20h, mais coisa menos coisa, para ele estar em repouso e comer qualquer coisa (a meu pedido, que referi que ele não comia desde manhã).
E pronto, pelas 19h40 ele lá nos apareceu na sala de espera dos acompanhantes à urgência, já mais "memorizado", e mais tranquilo. A nós, bastou-nos o susto.
E é como vos digo... Nunca podemos fazer planos. Quer dizer, poder até podemos, mas basta um só segundo para tudo mudar...
Ontem passei o dia no hospital. Logicamente não era isso que esperava do meu Domingo, muito pelo contrário. Mas o que não constava nos meus planos, era que o meu pai acordasse com uma assustadora crise de amnésia. Não sabia o dia nem nada do que tinha feito desde que se levantara da cama, não sabia nada do dia de ontem, nem dos anteriores. Pior, cinco minutos depois de lhe explicarmos as coisas, ele voltava a perguntar, como se nunca o tivesse feito e como se nunca tivéssemos respondido.
Lá fomos com ele para o hospital, eu e a minha mãe. Fui com ele à triagem, e aguardamos uma hora para que nos chamassem. Vi o médico a examiná-lo, e decidiu mandá-lo fazer um TAC. Quatro horas depois, chamaram-me, para dizer que os resultados ainda não tinham saído, e que se não dissessem algo dentro de uma hora e meia (!) para perguntar por novidades. E tudo isto antes de termos sequer almoçar...
Eu e a minha mãe lá resolvemos ir comer qualquer coisa, não fôssemos ter de ir para a triagem também, por fraqueza, e pelas 18h30, sensivelmente, fui chamada de novo. A memória do meu pai já estava a voltar, embora ainda houvessem algumas "brancas". No TAC, tudo normal. Mas análises, tudo normal. Em exame físico, tudo normal. "Amnésia Global Transitória", disse-me o médico. "São episódios que por vezes acontecem às pessoas, por cansaço ou stress, e passam um momento assim, sem aceder à memória. Fiquem atentos se houver mais alguma situação de ausência."
Novamente me pediram que aguardasse, até às 20h, mais coisa menos coisa, para ele estar em repouso e comer qualquer coisa (a meu pedido, que referi que ele não comia desde manhã).
E pronto, pelas 19h40 ele lá nos apareceu na sala de espera dos acompanhantes à urgência, já mais "memorizado", e mais tranquilo. A nós, bastou-nos o susto.
E é como vos digo... Nunca podemos fazer planos. Quer dizer, poder até podemos, mas basta um só segundo para tudo mudar...
sábado, 15 de maio de 2010
Coisas de criança
Diz o pai ao filho:
Pai - Vamos onde o D. trabalha, ver os cães polícia a treinar.
Mãe - Olha, são cães como o "Bobby"! [cão da família, de raça Pastor Alemão]
Filho - Não são! Aqueles têm sirene!
Pai - Vamos onde o D. trabalha, ver os cães polícia a treinar.
Mãe - Olha, são cães como o "Bobby"! [cão da família, de raça Pastor Alemão]
Filho - Não são! Aqueles têm sirene!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Surpresas 2
Esta deve ser a semana das asneiras cá em casa. Levanto-me esta manhã, chego ao escritório e noto que o estore estava numa posição estranha. Quando lhe toco, ouço o barulho de coisas a cairem para trás da secretária.
"Mau...", pensei. "Algo aqui não está bem".
Espreito para trás do estore, e deparo-me com a surpresa da manhã: o vaso com a orquídea tombado na beira da janela. Os pedacinhos que caiam eram as cascas de árvore que enchem o vaso.
A artista: Tigreza.
"Mau...", pensei. "Algo aqui não está bem".
Espreito para trás do estore, e deparo-me com a surpresa da manhã: o vaso com a orquídea tombado na beira da janela. Os pedacinhos que caiam eram as cascas de árvore que enchem o vaso.
A artista: Tigreza.
Surpresas
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Um ponto no Universo
É tão volátil e efémera a felicidade, no encontro momentâneo de pontos, que pouco serve de alimento à esperança de um novo dia, melhor do que o de hoje. E nunca sabemos o que esperar. E quanto mais se espera... Mais vem a desilusão.
Vejo-os passar, os outros pontos, nos seus afazeres e desejos. Permaneço parada, a observar, enquanto as manchas-borrão circulam rapidamente, numa faixa de tempo distinta daquela em que respiro. O meu olhar já nem sequer as acompanha, desisti de lançar laços de mim em busca de uma ligação real. Na verdade, poucos foram os laços que se estenderam.
Provavelmente, não sei comunicar. Cada ponto vive no mesmo espaço, fala a sua própria língua, e fingem compreender-se. Mas na verdade, cada um capta no seu próprio código egoísta, e julga, cataloga e aceita ou descrimina mediante os seus próprios padrões.
É tão difícil viver no meio de pontos. Pior mesmo, só ser um ponto também.
Vejo-os passar, os outros pontos, nos seus afazeres e desejos. Permaneço parada, a observar, enquanto as manchas-borrão circulam rapidamente, numa faixa de tempo distinta daquela em que respiro. O meu olhar já nem sequer as acompanha, desisti de lançar laços de mim em busca de uma ligação real. Na verdade, poucos foram os laços que se estenderam.
Provavelmente, não sei comunicar. Cada ponto vive no mesmo espaço, fala a sua própria língua, e fingem compreender-se. Mas na verdade, cada um capta no seu próprio código egoísta, e julga, cataloga e aceita ou descrimina mediante os seus próprios padrões.
É tão difícil viver no meio de pontos. Pior mesmo, só ser um ponto também.
domingo, 2 de maio de 2010
Mãe

Acho que o "Dia da Mãe" (como todos os outros dias "especiais" que se inventam no calendário) servem essencialmente para alimentar mais ainda o já tão grande vício de consumismo que temos dentro de nós.
Mas que a minha mãe é a melhor mãe do mundo, lá isso é verdade. Só que não é só hoje. É todos os dias. :)
Amo-te muito mãe :)
Mas que a minha mãe é a melhor mãe do mundo, lá isso é verdade. Só que não é só hoje. É todos os dias. :)
Amo-te muito mãe :)
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