domingo, 27 de junho de 2010

Les Aventures de Titi #2

Pois é, hoje a Titi resolveu pregar-me o susto da minha vida. Visto que tem uma espécie de ferida/problema de pele no pescoço, resolvemos tentar resguardá-la de sair de casa (apesar de ela não andar na rua, mas quando abrimos a porta, escapa-se sempre um bocadinho).

Estávamos a jantar, e estranhamente, tudo estava tranquilo. Geralmente, ela ronda-me as pernas, chama a atenção, coça as unhas nas minhas calças, tudo para que lhe dê um pouco de comida. Mas hoje, nem sinal dela.
Quando acabamos, fui em busca dela.
"Titi, titi!". Nada.
Não sei como, olho para a janela do quarto dos meus pais, que dá para o telhado da parte da frente da casa. A janela tinha uma frincha aberta. Uma frincha, com tamanho suficiente para a Titi passar. O coração parou-me. Acelero para a janela, a imaginá-la a passar por aquele espaço. Abri, olho para a esquerda, para os telhados que se seguem ao meu. Nada.
Olho para a direita, e vejo um gato sentado a olhar para mim, dois telhados ao lado. e reconheço uns olhinhos assustados. Uns olhinhos que reconheceria em qualquer lado.
"Titi...?", digo a medo.
E começa o choro. Era ela, não havia dúvida. Desesperada, ela andava nas telhas, sem saber como vir ter comigo. Aí, o coração disparou-me, e deixei de pensar.
Chamei, chamei, mas ela não compreendia como vir ter comigo. Saltei janela fora, tentando sempre chamá-la, mas ela chorava apenas, confusa.
Resolvo, num rasgo de coragem, ir buscá-la. Não pensei em nada. Simplesmente saí para o telhado e comecei a andar. Ao passar para o telhado seguinte, veio-me o pensamento "Assim vais cair, matas-te.".
Decidi que seria mais seguro ir sentada, pois poderia medir melhor o meu equilíbrio e a resistência e estabilidade das telhas. E nos segundos em que pensava isto, avançava sentada, com os olhos postos nela, e o choro dela nos meus ouvidos. Tentava tranquilizá-la, mantê-la focada em mim enquanto um gato na rua já miava em resposta ao chorar dela.
A meio do caminho, começo a pensar "Como vou conseguir trazê-la?? Preciso das mãos para avançar sentada, e para segurar nela... E se me foge?". Afastei as preocupações, "Na altura vê-se, ela precisa de socorro".
Sempre a falar com ela, para mantê-la focada em mim (a dada altura começou a aproximar-se da beira do telhado), lá fui avançando, cega, surda pelo chorar da minha pequenota.
Finalmente, chego junto dela. Estava assustada quando a agarrei e a segurei no colo. Primeiro ela teve instinto de fugir, com o medo, mas não sei como, manteve-se comigo. Talvez ao mesmo tempo sentisse que eu não deixaria que nada de mal lhe acontecesse, e que estava a ser socorrida...
A segurá-la só com um braço, usei o outro como impulso para me ir movendo sentada nos telhados, sempre a rezar para que ela não começasse a tentar fugir com o medo. Ela chorava na mesma, com as unhitas agarradas à minha roupa. Eu falava-lhe a tentar tranquilizar.
Acho que foi a caminhada mais longa que já fiz. O tempo parou, perdi a noção das distâncias.
Quando me vi descer para o meu telhado, levantando-me com ela ao colo, os meus olhos só viam a janela, no desejo louco de a pôr lá dentro, em segurança.
Quando finalmente cheguei ao beiral, ela fez impulso para ir para dentro, e pousei-a na beira, vendo-a entrar em segurança.
Entrei também. Não sei como estava. Nervosa, vazia, com medo. Nunca me tinha visto em semelhante situação. Mas ao mesmo tempo feliz, de ter conseguido ir buscá-la em segurança.
Segundo a minha mãe, meia hora depois eu continuava branca como a cal...

Nota mental, fechar sempre as janelas...


Sinto-me: Feliz com o salvamento de sucesso

Les Aventures de Titi #1

Quinta-feira à noite. Chego a casa, e quando cumprimento a Tigreza (Titi para os amigos), a minha gata, apanho um susto. No pescocinho dela, estava uma pelada, e no centro dessa pelada, uma ferida de aspecto estranho. Redonda e com ar de fresco, tentamos perceber do que se trataria. Nenhuma ideia, apenas preocupação...

Sexta-feira à tarde. Lá sigo eu com a Titi para o veterinário. Chorou o caminho todo, e é aquela dor no nosso coração de "mãe".
O veterinário analisou, viu, reviu. Tudo com ela parecia normal, temperatura, dentes, barriguinha, ouvidos... Hipótese: um fungo. "Menos mal", pensei.
Ele retirou um pouco de pêlo para fazerem um estudo fúngico ao longo da semana, e rapou um pouco para ser mais fácil colocar a pomada. Dali a uma semana, nova consulta, a ver como as coisas vão... Veremos.

Sábado. A Titi não gosta muito de colocar a pomada. Na verdade, quando vê o frasquinho, foge... Vai ser uma semana maravilhosa...


Sinto-me: Preocupada.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dalai Lama #1


"De nada adianta nos esforçarmos para obter resultados no mundo exterior, se não soubermos controlar primeiro o nosso mundo interior."

- Dalai Lama -

domingo, 20 de junho de 2010

Sempre, Saramago

Assisto neste momento à chegada da urna de Saramago ao cemitério onde será cremado o seu corpo. E é tocante.
As imensas pessoas presentes, que lançaram cravos à urna, erguem as suas palavras em forma de livros, e choram... E as vozes elevam-se num "Obrigado, Saramago!" e "A luta continua"...

E sinto dentro de mim uma certa conformidade e um inconformismo... Conformada e feliz de ver que o povo português ainda se move para homenagear alguém verdadeiramente merecedor do nosso reconhecimento, pela obra e postura de lealdade e justiça. Inconformada por ver partir uma estrela que, com certeza, teria ainda tanto a dar.

Quanto às palavras que as pessoas ecoam em todo o cemitério, resta-me a esperança... De que não sejam palavras vazias, e que a luta realmente continue. Não só contra a injustiça e a ditadura (que, curiosamente, vejo acontecer actualmente no governo português), mas contra as imperfeições nossas, humanas, e que tanto necessitam de cuidado e mudança.

Contra o nosso egoísmo e orgulho, sim... Que a luta continue, sempre.

Para SEMPRE, SARAMAGO!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mensagem do Buda #[30]

Desperto para Sempre

"Todas as coisas despontam e perecem. Mas aqueles que despertam, despertam para sempre." [O Dhammapada de Buda Gautama, Séc. 5 a.c.]

"Torne-se consciente, desperto. Então verificará que tudo vem e vai, todas as coisas vêm e passam. A vida é um fluxo. A sua consciência é a única coisa que é imóvel, que é eterna. Alcançá-la é liberdade. Alcançá-la é o objectivo da vida. Se não a alcançar, terá desperdiçado a sua vida e terá perdido um presente fantástico, uma grande oportunidade."


A Descoberta de Buda - Osho


Sinto-me: Iluminada

Muita paz, José Saramago

Acabo de saber. Aquele que muito recentemente me deliciou com uma das suas obras mais conhecidas, Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago, desencarnou hoje. Confesso que, de certo modo, a notícia me tocou o coração. Não que fosse sua fã (ainda só li um livro dele), ou que conhecesse amplamente a sua vida e obra.

Mas de algum modo, ao ler um dos seus livros, senti que estaria a ver um bocadinho de um grande pensador. De uma pessoa com uma visão clara do mundo, e sem medo de demonstrar as imperfeições e fragilidade da Humanidade. Gostei dele. Instantaneamente.

Não sou daquelas pessoas que tem medo da morte, ou que deprime quando alguém parte deste mundo. Embora haja estrelas que lamentamos que deixem de continuar a contribuir de algum modo por cá, por tempo indeterminado...

À família, amigos e conhecidos, os meus sentimentos. A ele, desejo que rapidamente se encontre, para que tudo corra bem no regresso à pátria espiritual. Em homenagem à sua maestria, a nossa ovação, reconhecimento e gratidão.

E nós... Nós cá ficaremos com as palavras...

Para saber mais: aqui e aqui.


Sinto-me: Reconheço o mérito de quem o merece

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Encontro de Reiki

Hoje foi dia de encontro de Reiki, como acontece todos os meses. Soube bem. Foi um bocadinho de tempo gasto de outro modo, gasto para mim, para variar. Apesar de o encontro funcionar com base na partilha entre todos os presentes, é um autêntico duche de luz, um recarregar de forças.

E sabe sempre bem ver alguns sorrisos simpáticos. Quase dá vontade de se sorrir também :)


Sinto-me: Reikiada

Dias cheios

Os últimos tempos na minha vida têm sido muito complicados. Muito trabalho, algumas coisas pouco estáveis, conturbadas, desafios que a energia que tenho não é a suficiente para lidar e ultrapassar.
Mas como sempre, lá ando. Sempre na caminhada, sempre sem parar. O mundo desaba, e eu caminho. Cansada, cada vez mais, mas caminho.

Preciso de férias, preciso de paz... Alguém tem a receita para a tranquilidade interior, que reflita no exterior? É que já ando meio perdida...


Sinto-me: Cansada

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Haja paciência...

Quando alguém fala para nós aos berros porque não lhe apetece percorrer o espaço da casa até onde estamos, e respondemos aos berros porque não nos ouve, será correcto depois mandar vir porque estamos a berrar-lhe "como se lhe fôssemos bater"...?

E logo hoje, que não estou com paciência nenhuma, e quero é silêncio...


Sinto-me: Com dor de cabeça

Boas-vindas

Tenho na barriga quatro grandes arranhões. Presente de boas-vindas da minha gata. Não entendam mal, ela é muito meiga. Estava no meu colo a receber mimo pela minha chegada a casa, toda feliz. Mas assustou-se quando a minha mãe entrou com a mala de viagem.
E pronto, a minha barriga serviu como rampa de lançamento com alguma derrapagem...

Nota mental - cortar as unhas à Tigreza.


Sinto-me: Arranhada

Lógicas


Escrever é como respirar.
Não consigo escrever.
Estou a morrer.


Sinto-me: ...

Saudades

Tenho saudades.

Regresso

E pronto, chego de mais um fim-de-semana longe de casa. Uma vez mais, o local foi o Algarve, mas desta vez Portimão e Praia da Rocha.
Confesso que não descansei muito. Fui a "trabalho", para dar uma formação num centro espírita amigo, seguido da apresentação de uma palestra. Ironia da situação: a formação era para ensinar a palestrar, e logo após as 8 horas de formação, tive de dar o exemplo prático.

Nem consigo descrever as dores que me percorriam os pés e as pernas. Os joelhos estalavam de cada vez que eu os dobrava para aliviar o peso do corpo sobre eles, e os calcanhares sentiam como se o osso espetasse a carne. Sorte a minha que adoro dar formação e adoro palestrar, e além disso os formandos eram uns doces!
Valeu muito a pena.

Só tive pena que a Praia da Rocha é um dos meus sítios favoritos, e quase não me gozei da viagem lá (pela necessidade de preparação de última hora). Cheguei a dar um pulinho rápido à praia, e matei um pouco as saudades, mas não chegou...
Aproveitei também para ir à minha pizzaria favorita, e deliciar-me.

A comida também foi óptima, como sempre. Açorda de marisco, polvo grelhado, choquinhos fritos... Nham!

Mas o facto é que vim cansadíssima na mesma... E esta semana que vai iniciar, estou atolada em coisas para fazer, e pouco tempo... Acho que um dia destes, desapareço...


Sinto-me: Cansada

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sai de Baixo


Lembram-se do "Sai de Baixo"? Era um programa brasileiro, em jeito de teatro filmado, com personagens loucas como a Magda (Marisa Orth), Caco (Miguel Falabella), Cassandra (Aracy Balabanian), Vavá (Luís Gustavo), Ribamar (Tom Cavalcante) e Neide (Márcia Cabrita).

Tenho saudade das boas gargalhadas que dei a ver os episódios, sobretudo graças à personagem de Magda, a mulher mais burra do planeta (e não, não era loira, hehehe).

Por isso, em comemoração à saudade de rir, aqui deixo uma compilação de algumas das melhores da Magda... Espero que gostem :)

Grande Magda!

- Tá tudo de esperma pro ar!
- Eu não acredito no que os meus ouvidos vêem!
- Eu pretendo sumir da alface da terra.
- Me segura, que eu vou desmamar...
- Eu quero o divórcio! Não, divórcio não porque é muito pouco... Eu quero o trivórcio!
- Em briga de marido e colher não se mete na mulher.
- Deus escreve esperto por lindas portas.
- Nós nos casamos com um caminhão de bens.
- Matéria-prima, tia, sobrinha, tanto faz...
- Eu vou degular a minha mão e amputar minha cabeça!
- Vamos preparar nosso leite nupcial.
- Mami! Diga anão às drogas!
- Me inclua fora dessa!
- Eu vou tomar uma atitude gástrica!
- Capotei! Capotei a mensagem!
- Nós vamos ter agora uma conversa franga.
- Nós vamos comemorar em grande esquilo!
- Eu acabo de ter uma ideia genital.
- Vamos ligar para o 190. Alguém tem o número?
- Só me resta prometer suicídio...
- Eu cometi um pescado! Eu sou uma pescadora!
- Quer dizer que você voltou ao anormal?
- Eu tudo de cor e salto alto.
- Águas passadas não mordem maminhas.
- Agora eu nem sei quem é o pai da criança que eu trago aqui no meu esófago.
- Tomara que o nosso filho seja menino ou menina.
- Eu sempre sonhei com um homem honesto, trabalhador pra poder casar e prostituir família.
- Eu não acredito no que os meus ovos vêem!
- O tio Vavá só não se casou porque não encontrou uma mulher à sua largura.
- Eu não sou ex-mulher! Não é só porque eu me separei de você que eu virei homem...
- Eu amo esse restaurante... Essa cadeira, por exemplo, eu conheci desde que era um banquinho...
- Se eu colocar uma lanterna na minha boca ela acende, porque eu tou uma pilha!
- Caco! Você é um pai tão ausente que se você fizesse um teste de paternidade, você seria reprovado por faltas!
- Eu esperei mais de 30 anos para comemorar os meus 15 anos!
- Eu tenho uma ideia: Caco é louco por viúvas. Então eu mato o Caco, fico viúva e ele fica louco por mim!
- Caco, você não está batendo muito bem dos testículos!
- Mami, eu não sou mais criança, eu já sou uma mulher adúltera!
- Acho bom parar de atazanar o Caco, senão ele é capaz de chupar o pau da barraca.
- Tio Vavá, o senhor anda cheirando proteína?
- Como diria Woody Allen, "Todo mundo tem seus 15 minutos de cama".
- Como diria o sábio, grande Papa João Paulo Maluf, "Ajoelhou, tem que nadar".
- Meu Deus! Eu só fiz o que me ordenharam!
- O amor é uma flor roxa, que nasce no meio da coxa.
- Todos os animais são seres romanos.
- Mami! Não encosta nela, vão ficar as marcas da sua depressão genital.
- O bom filho à casa entorna.
- Depois da tempestade vem a poupança.
- Eu conheço vocês três... É daquele programa... Como é mesmo o nome? Ah, Cai de Quatro!
- Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho eclér.
- Você é o ar que eu transpiro.
- Eu pensei em fazer uma lipo inspiração, um displante de cabelo, pensei até em usar uma lente de contrato...
- Caco, você não pode deixar a mami ir embora. Ela é como se fosse uma mãe pra mim!

CALA A BOCA, MAGDA!!!


Sinto-me: No de Baixo

Constipações

Eu bem tento negar, mas as evidências começam a ser muitas... Estou a ficar constipada.
Durante todo o ano, é este suplício. Basta uma mudança de clima, e lá fico eu com o nariz congestionado, e solto um ou outro espirro.
Assim tem acontecido... Espirros, nariz pingão, dor de cabeça, cansaço...

E depois de uns dias fabulosos de calor, a usar blusas sem manga, e vestidos, lá vem o tempo cinzento e frio, a chuva. E pronto. Assumo.
Constipei-me.


Sinto-me: A precisar de repouso

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ensaio Sobre a Cegueira - O Filme

Ontem vi, finalmente, o filme que mais ânsia me despertou no último ano, "Ensaio Sobre a Cegueira". Já aqui tinha falado a respeito do livro, e do modo como me deixou completamente apaixonada, e não podia deixar de referir algo acerca do filme.
Posso dizer-vos que retrata na perfeição o livro. É forte, sim. As imagens não ferem tanto como as palavras, não chocam do mesmo modo frio e cru, mas está fabuloso. O realizador, Fernando Meirelles, fez um trabalho estupendo, passando a mensagem de modo fiel e arrebatador.
Assim que terminei de ver o filme, senti vontade de o ver de novo. De devorar novamente cada detalhe, agora com mais calma, sem ter os sentidos algo toldados pela ânsia.
E vou vê-lo, em breve.

Não desaconselho a leitura do livro (sou viciada em livros), mas é fundamental ver o filme também.

Note-se que este filme causou polémica na América, por ter como base a cegueira. Claro que aqueles que o descriminaram são precisamente o tipo de cegos de que a história fala.
O livro não é sobre a doença que torna os olhos humanos cegos, e de modo algum pretende enxovalhar as pessoas que são cegas. A história de José Saramago fala de uma modo metafórico, do quão cega a humanidade é. De como os nossos instintos estão latentes em nós, e em caso de falha, de crise, manifestam-se de forma avassaladora. Deixamos de ser humanos. Deixamos de considerar os outros humanos. Devoramo-nos uns aos outros, no egoísmo, na confusão, no degredo.

A história relata o que aconteceria à Humanidade se subitamente um surto de cegueira atingisse todos. Não uma cegueira normal, mas uma cegueira que "mergulha" a pessoa num mar branco, de luz, e para o qual não há explicação. E acreditem, quando lemos o livro ou vemos o filme, se formos honestos connosco mesmos, admitimos que se tal coisa acontecesse na realidade, era mesmo daquele modo que tudo se ia passar...

Abala os nossos conceitos, o nosso modo de ver o mundo. Para mim, um dos livros mais geniais de todos os tempos. E o filme não lhe fica atrás.
A Julianne Moore está fantástica no filme, e o restante elenco também.

O próprio Saramago chorou ao ver o filme, murmurando para o realizador: "Fernando... Sinto-me muito feliz de ver este filme... Tanto quanto senti quando escrevi o livro."

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." - Livro dos Conselhos


Sinto-me: Arrebatada