segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Tarô Zen, de Osho

Hoje chegou pelo correio algo que há muito tempo queria e não existe em Portugal: O Tarô Zen de Osho.
As cartas são muito lindas, e além de corresponderem ao tarot tradicional, fazem algo que adoro: cada carta tem uma mensagem para meditar. Gosto deste tipo de "jogo", de tirar uma carta aleatoriamente, e ler a mensagem que sai, para pensar um pouco.

Por isso, estreando o meu baralho novo, aqui fica a primeira mensagem sorteada.


Carta 8 - Simplicidade

"Esta figura, caminhando pela natureza, mostra-nos que a beleza pode ser encontrada nas coisas simples e comuns da vida. Com muita frequência nós tomamos este lindo mundo em que vivemos como coisa garantida. Limpar a casa, cultivar o jardim, fazer a comida - as tarefas mais simples ganham uma conotação sagrada quando são feitas com envolvimento total, com amor, e exclusivamente pelo prazer de fazê-las, sem expectativas de reconhecimento ou de recompensa. * Neste momento, você passa por um período em que esta maneira cordata, natural e extremamente simples de encarar as situações que se apresentam trará resultados muito melhores do que qualquer tentativa sua de ser brilhante, perspicaz ou, de alguma outra forma, extraordinário. Deixe de lado toda pretensão de fazer alarde quanto a ter inventado mais alguma coisa inútil, ou a vaidade de encantar seus amigos e colegas com o seu talento incomparável de prima dona. A contribuição especial que você tem para oferecer neste momento será maior se você encarar as coisas sem resistência e com simplicidade, um passo de cada vez."

In O Tarô Zen, de Osho

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Há manhãs que prometem...

Ela ia a caminho do trabalho. Mais uma manhã como qualquer outra, cansada, com sono, e sem vontade de nada.
Pára num semáforo, enquanto conversa de modo distraído para preencher o vazio sonoro dentro do carro. Conversa de circunstância, talvez.

Primeiro momento flash: Do lado esquerdo da rua, pelo passeio, dois jovens caminham. Pelas mochilas às costas, certamente vão para a escola, que fica ali mesmo ao pé. Subitamente, um deles pára, numa posição estranha, como se tivesse sido agarrado. De facto, os seus maravilhosos cabelos "ninho de rato" tinham ficado presos a um ramo um pouco mais longo da sebe que acompanhava o muro.... Risos... Ele lá conseguiu finalmente soltar o cabelo, e o amigo, numa atitude protectora tentou - TENTOU, note-se - chutar o ramo, ao qual nem sequer conseguiu tocar com a pontinha do dedinho. E lá seguiram felizes, um mais consciente de ter pernas curtas, e o outro com uma decoração nova no "cabelo".

Segundo momento flash: Num semáforo [parece que hoje os semáforos estão inspiradores], continuando a conversa, mas sobre animais e não a treta de circunstância, eis que ela nota algo que se move no passeio. Algo que se move e desce o passeio, num movimento que não se assemelha em nada a mero lixo arrastado pelo vento. O "algo" continua a mover-se. E quando olha, fica em êxtase: um mini ratinho, que mais parecia uma salsichinha de aperitivo, castanhinho e ultra fofo, estava na estrada. Preocupação: geralmente um semáforo implica carros a circular, mais cedo ou mais tarde...
Foi com receio que viu o ratinho esconder-se debaixo do carro da frente, e subitamente passar para a faixa do lado, para junto do pneu de um jipe. Na cabeça dela, o pânico começou a atormentar, com medo de ver o pequenino a ser passado a ferro... Via-o dar umas voltas, e voltar sempre para junto da roda... Na esperança de o ver atravessar a terceira faixa e ficar em segurança do outro lado.
Acabou por ter de andar, e quando saiu do carro (mais à frente), foi inspeccionar as faixas. Não estava lá nada. Pediu a Deus que tivesse permitido à pequena criatura salvar-se em segurança.

Sim, estava mais preocupada com o ratinho do que com o rapaz. A ele bastava-lhe um corte de cabelo de gente. Ao ratinho era necessário um salvador...

O dia promete...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Personagens suicidas

O bloqueio de um escritor é quando, num espaço de 2 minutos, as personagens nascem e morrem na sua cabeça, sem contarem a sua história...

Ai as noites...


Desde sempre me lembro de sonhar. Aliás, lembro-me de ter um sonho recorrente, até aos meus 5 anos. Daí em diante, os meus sonhos foram sempre muitos, nítidos, vívidos e conscientes. Alguns assustadores, alguns animadores.
Nos meus sonhos já vi paisagens, já vi desastres, já vi lugares que não são deste planeta. Falei com pessoas conhecidas, pessoas desconhecidas, pessoas boas e más. Ajudei, fui ajudada.

Apesar dos sonhos ao longo de anos e anos, sempre consegui descansar, e as noites eram boas para recuperar energia.

Mas este ano... Tem sido demais... Já não me lembro de ter uma noite em que não sonhe, ou em que sinta que descansei realmente. Uma noite em que, pela manhã, me sinta descansada, relaxada e feliz.
O meu habitual, há MESES, é acordar cansada (muitas vezes esgotada até), como se nem sequer tivesse dormido. Há dias em que parece que já me habituei, mas noutros... É péssimo.

Hoje, então, estou exausta. Sinto que já nem consigo pensar. Tenho a mente tão esgotada, que estou confusa. Uma vez mais, como tem acontecido de há umas semanitas para cá, tive imensa dificuldade em adormecer, por ter a cabeça constantemente inundada pelas mesmas ideias que me consomem há tempos, e mal acordo, brindam-me... É desgastante, e já nem sei bem o que fazer.

Por este andar, ainda fico doida lol...


Sinto-me: exausta

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um raio

A pen já apareceu, menos mal.
O resto... continua na mesma. Ou pior. Já nem sei.


Sinto-me: Com pouca esperança (ok, confesso. Nenhuma)

domingo, 18 de julho de 2010

Da Luz.


De que adianta termos muita luz dentro de nós, se iluminamos a todos e permanecemos na escuridão?

Tem dias.


Há quem tenha momentos complicados.
Há quem tenha dias complicados.
Há quem tenha meses difíceis.
Há quem tenha anos complexos.
Eu tenho uma vida dessas.


Sinto-me: No fundo do mundo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Miss MaxMen 2010

Estou confusa... Só hoje soube deste concurso no blog da Bad Girl, mas vendo as fotos das candidatas fiquei confusa... É um concurso de miss ou uma tentativa de encontrar a mulher mais decadente e que - não há dúvidas - é uma verdadeira mulher da vida?

Quem é que se lembra de ir com uma saia de criança para o hipermercado, sem cuecas, e em pleno corredor levantar a saia, para a foto? Seria calor nos entrefolhos?

E quem é que tem uma colecção gigante de roupa de prostituta? Será... uma delas?

E miúdas obviamente menores... E miúdas obviamente já fora de prazo...

Não tenho nada contra concursos que apelem à beleza feminina. Mas concursos que rebaixam essa mesma beleza e a tornam banal, ou ordinária... Lamenta-se.


Querem saber do que falo? Confirmem.

Da sorte.

E a boa onda continua... Perdi a pen.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Contos de fadas

Que gosto muito de livros, não é novidade. Gosto de ver as capas, os títulos. Gosto de os ler, se me cativam de algum modo.
Mas ontem, foi uma novidade para mim. No Continente, diverti-me a ver os livros infantis. Não aqueles de bebés, com cinco páginas grossas e que tão depressa começam como acabam. Falo daqueles de folhas finas, macias e brilhantes, com ilustrações maravilhosas e histórias lindas. São cada vez mais bonitos esses livros. De todas as cores, tamanhos, com mais ou menos texto.
Não resisti, comprei um. Não um qualquer. Um chamado "Contos Para Adormecer". Fiquei rendida a ele porque, além de ilustrações muito bonitas, conta todas aquelas histórias infantis clássicas, aquelas que sabia tão bem quando era pequena e agora não recordo bem.
Senti dentro de mim o impulso de que não quero esquecer aquelas histórias. Quero sabê-las, para poder contá-las aos meus filhos. Não que ainda os tenha, e ponho sérias dúvidas que venha a tê-los nos próximos tempos. Mas quando os tiver, quero ser uma super mãe.
Então, lá vim para casa, toda feliz, com A Branca de Neve e os Sete Anões, Os Três Porquinhos, O Soldadinho de Chumbo, A Cinderela, O Patinho Feio, O Gato das Botas, O Aladino, O Pinóquio, A Vendedora de Fósforos, e muitos outros.

Vim para casa feliz. Precisava mesmo de alguns contos de fadas... Talvez só para tentar acreditar novamente que eles existem.


Sinto-me: Encantada

domingo, 4 de julho de 2010

Ser bom


É difícil ser-se bom no que se faz.

Aquele que se estreia, mesmo que de forma básica ou parca, é digno de elogios e reconhecimento [sincero ou não], com ânimo para continuar.

Aquele que é bom, é digno de silêncio e indiferença.


Sinto-me: Boa

Há dias assim...

Há dias em que simplesmente não apetece fazer nada. Dias em que não sabemos porque existimos, porque nos levantamos, e se vale a pena. Dias em que o tempo nos empurra para lado nenhum, e nos deixamos ir, sem rumo.
Não sei porque existem dias assim. Nada cativa, não importa o tempo que está lá fora, e as coisas passam-nos diante dos olhos como se nem as víssemos.
São dias de solidão interior, em que parece que até a nossa alma nos abandonou, com tédio. Talvez seja esse o vazio. Dias sem alma.

Esses dias não surgem por falta de ocupação, como muitas vezes se pensa. Por vezes, a mesa tem empilhados os compromissos, as tarefas, as obrigações. Mas são ignorados, porque nada representa um pouco de gosto no modo de ocupar o tempo. Nada desperta interesse.

São dias em que nem as coisas de que supostamente gostamos nos preenchem. Não queremos a música, nem os livros, nem a escrita. Não temos palavras doces, nem sorrisos, nem paciência. O coração fecha-se, na indiferença da vida, e deixa de sentir.
Não queremos cenário, nem personagens, nem diálogos. Não sentimos nada nosso, não sentimos nada dos outros.
Sentamos, paramos. Olhamos o vazio, mas até esse olhar e esse pensar dá vontade que não aconteça. Que o vazio tome conta de todo o ser, da mente e do espírito, tal como aconteceu com a emoção.
Dias em que nos sentimos no fundo do universo. Em que somos ninguém.

Há dias em que não apetece fazer nada. Hoje é assim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Les Aventures de Titi #3

E pronto, o pior verificou-se. Hoje voltei com a Tigreza ao veterinário, para dar continuidade à consulta anterior, e o que temíamos confirmou-se. Apanhou um fungo na pele, e daí a alteração a nível dermatológico. Desconfiamos que terá sido de a deixarmos vir dar um passeiozinho à porta de casa, e ela se esfregar no chão quente pelo sol. O problema: embora não tenha contactado com outros gatos, os gatos da rua passam tempo na entrada de nossa casa, e a gata da vizinha está com um sério problema de pele. E pronto, segundo a veterinária, é possível que tenha havido contágio...

Agora, vamos mudar de creme, e (não sei como!) temos de lhe limpar a mancha na pele duas vezes ao dia com uma solução desinfectante. Vai ser, no mínimo, interessante...


Sinto-me: Azarada

Mensagem do Buda #[44]

Pó na Estrada

"Faça o que tiver a fazer com determinação, com todo o seu coração. O viajante que hesita só levanta pó na estrada." [O Dhammapada de Buda Gautama, Séc. 5 a.c.]

"Lembre-se de que a ênfase é no coração. A mente nunca pode ser una; pela sua própria natureza, ela é múltipla. E o coração é sempre um; pela sua verdadeira natureza nunca poderá ser mais do que um. Não podemos ter muitos corações, mas podemos ter muitas mentes. Porquê? Porque a mente vive na dúvida e o coração vive no amor. A mente vive na dúvida e o coração vive na confiança. O coração sabe como confiar; é a confiança que o torna um só. Quando confiamos, tornamo-nos centrados."


A Descoberta de Buda - Osho

Escritora

Talvez não seja uma escritora.
Talvez tenha nascido para ser apenas leitora.

Não faço viajar, apenas viajo nos caminhos dos outros.



Sinto-me: Sem palavras.