Há dias em que simplesmente não apetece fazer nada. Dias em que não sabemos porque existimos, porque nos levantamos, e se vale a pena. Dias em que o tempo nos empurra para lado nenhum, e nos deixamos ir, sem rumo.Não sei porque existem dias assim. Nada cativa, não importa o tempo que está lá fora, e as coisas passam-nos diante dos olhos como se nem as víssemos.
São dias de solidão interior, em que parece que até a nossa alma nos abandonou, com tédio. Talvez seja esse o vazio. Dias sem alma.
Esses dias não surgem por falta de ocupação, como muitas vezes se pensa. Por vezes, a mesa tem empilhados os compromissos, as tarefas, as obrigações. Mas são ignorados, porque nada representa um pouco de gosto no modo de ocupar o tempo. Nada desperta interesse.
São dias em que nem as coisas de que supostamente gostamos nos preenchem. Não queremos a música, nem os livros, nem a escrita. Não temos palavras doces, nem sorrisos, nem paciência. O coração fecha-se, na indiferença da vida, e deixa de sentir.
Não queremos cenário, nem personagens, nem diálogos. Não sentimos nada nosso, não sentimos nada dos outros.
Sentamos, paramos. Olhamos o vazio, mas até esse olhar e esse pensar dá vontade que não aconteça. Que o vazio tome conta de todo o ser, da mente e do espírito, tal como aconteceu com a emoção.
Dias em que nos sentimos no fundo do universo. Em que somos ninguém.
Há dias em que não apetece fazer nada. Hoje é assim.
São dias de solidão interior, em que parece que até a nossa alma nos abandonou, com tédio. Talvez seja esse o vazio. Dias sem alma.
Esses dias não surgem por falta de ocupação, como muitas vezes se pensa. Por vezes, a mesa tem empilhados os compromissos, as tarefas, as obrigações. Mas são ignorados, porque nada representa um pouco de gosto no modo de ocupar o tempo. Nada desperta interesse.
São dias em que nem as coisas de que supostamente gostamos nos preenchem. Não queremos a música, nem os livros, nem a escrita. Não temos palavras doces, nem sorrisos, nem paciência. O coração fecha-se, na indiferença da vida, e deixa de sentir.
Não queremos cenário, nem personagens, nem diálogos. Não sentimos nada nosso, não sentimos nada dos outros.
Sentamos, paramos. Olhamos o vazio, mas até esse olhar e esse pensar dá vontade que não aconteça. Que o vazio tome conta de todo o ser, da mente e do espírito, tal como aconteceu com a emoção.
Dias em que nos sentimos no fundo do universo. Em que somos ninguém.
Há dias em que não apetece fazer nada. Hoje é assim.



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