Não seria totalmente novidade que o tempo tem um papel crucial para nós. Mais do que aquilo que eu gostaria, para dizer a verdade.
Sei o quanto o tempo é imprevisível. Como ele nos surpreende quando esperamos uma coisa, e depois isso muda. Muda a coisa, muda o nosso desejo dela. A espera muda-nos. E não raro, quando nos damos conta, percebemos que se calhar já nem queremos aquilo por que estávamos a esperar.
O tempo é assim matreiro. Apanha-nos desprevenidos, e deixa-nos desprevenidos quando liberta no Presente o que no Passado esperávamos para o Futuro.
E é por isso que é tão difícil sermos amigos do tempo, apesar de andarmos sempre de mãos dadas. Nós à espera que ele se decida; ele à espera que mudemos de ideias para se decidir.
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