segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta - 6

A minha princesinha teve de ser internada. Não foi por piorar, mas as melhorias também não ganhavam muita firmeza. Na passada sexta-feira levei-a à veterinária, e acabamos por achar que o ideal seria ela ficar internada para ser medicada sem falhas, e mediante as necessidades que manifestasse.

Uma vez mais, a Becky fez as nossas delícias no consultório, encantando todos. É um verdadeiro doce, muito amorosa e sempre ansiosa por um carinho. Segundo a dra., estará perto dos 2 anos, o que é muito bom.

Hoje liguei para lá para saber novidades, e soube que está a fazer nebulizações pois ainda faz algum ruído a respirar, mas tudo tem corrido bem e ela está bem. Confesso que tenho saudades daquela menina de olhos lindos, que me fazia tanta companhia...

Mas durante um mínimo de 2 semanas, ela estará lá. Só quero que fique bem.

sábado, 27 de novembro de 2010

Risos

Há muito tempo que não me ria como me ri hoje. Uma das minhas tias lembrou-se de perguntar a mim e à minha mãe se queríamos ir com ela até à Baixa do Porto, mais concretamente a Rua de Santa Catarina. Resolvemos que estávamos mesmo a precisar de um pouco de distracção e passeio, e à festa juntou-se a minha prima e o namorado.

E lá fomos nós, no metro, com direito a enjoo para todos por irmos de costas (o que foi péssimo, visto que já tenho andado doente).

A rua estava repleta de gente. Com sacos, sem sacos, com modelitos de pasmar. Estava um frio de rachar, mas os casacos bem apertados não nos deixaram a tremer.
Demos um passeio pela rua, e fomos entrando nas lojas que queríamos, e era sempre uma risota. Mas o êxtase foi numa loja que até nem me agrada muito, mas que hoje deu para rir até a barriga doer: Benetton.
Tudo começou quando eu resolvi experimentar os belos pares de óculos que lá tinha, e a partir daí a coisa descambou. Testamos praticamente todos, e alguns eram realmente pavorosos (confesso que houve uns 2/3 pares que experimentei e que até me ficavam bem, hehehe), até imitei a Amália Rodrigues.
Passando pela minha prima a vestir um casaco comprido amarelo-canário, com uns óculos de sol de massa brancos, a minha mãe e a minha tia com gorros que tapam as orelhas... Foi comédia total. Claro que bastaram uns segundos para logo ali se preparar uma sessão fotográfica, e fiquei com umas belas relíquias no telefone. Ainda serão úteis, com certeza!

De resto, a diversão nunca mais parou, connosco a fazer e dizer disparates o tempo todo. Até a viagem de regresso de metro foi gargalhada geral.
Sabe bem, de vez em quando, esquecer os problemas e simplesmente rir.

Apenas, rir.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ah, que dias...!

Este processo de 21 dias de reiki tem sido o mais "presente" de todos. Tenho sentido cada dia na pele, bem cravado, bem intenso.
Além de uma série de sintomas mais generalizados, nos últimos três dias "levei a verdadeira coça". Quarta já não acordei grande coisa. Grande mal-estar físico, que ao longo do dia se foi agravando. As dores começaram a fazer-se sentir, primeiro na parte digestiva, mas depois alastraram. Juro que, a meio do dia, doía-me tudo, até os cabelos.
A febre começou a subir, e não tive outro remédio senão deitar-me. Assim estive durante várias horas, a sentir o corpo a ferver por dentro, e dores em todo o lado, desde a pele até aos ossos. Não foi um dia nada simpático, e já se previa a noite que se lhe seguiu... Um rebolar constante na cama, algumas conversas mentais na tentativa de acelerar a descarga, uma inquietação o tempo todo.
No dia seguinte, sentia-me sem febre, mas o corpo completamente massacrado. A parte digestiva então... Meu Deus! Tudo por dentro era dor...
À hora do almoço chateei-me (não interessa com o quê), e pensei que ia para o hospital. Via manchas, sentia a cabeça como se não me pertencesse. Houveram momentos em que senti que iria desmaiar, mas aguentei. Juro que não sei onde vou buscar as forças que tenho dentro de mim...
Foi outro dia deitada, tão mal do estômago e intestinos como é possível imaginar-se, e a cabeça bombava a cada vez que me abaixava. E depois deste dia fabuloso, outra noite genial...

Hoje, felizmente, as melhoras foram francas. Embora muito debilitada, a cabeça manifestou-se muito sensível, sobretudo quando me chateei novamente (sim, pelo mesmo motivo de ontem), e tive de me "desligar" para não descarrilar e ficar no mesmo estado de ontem. Claro que grande parte do alívio veio depois de uma boa crise de choro, que também descarrega.
Hoje estou a canjinha, e pouco mais ponho no estômago.

Sei que os processos do reiki servem para limparmos as toxinas que acumulamos, físicas, mentais, emocionais e espirituais, mas caramba... Nunca pensei que ia precisar de um camião do lixo...



Sinto-me: Cansada...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mensagem do Osho - Maturidade

Maturidade

"O personagem desta carta está só, quieto, porém atento. O seu ser interior apresenta-se repleto de flores - portadoras do espírito da primavera, e que renascem onde quer que ele vá. Este florescimento interior e a completude pessoal que ele sente, criam-lhe a possibilidade de uma mobilidade ilimitada. Ele pode deslocar-se em qualquer direcção - no seu próprio interior ou no mundo aqui de fora, não faz diferença, pois a sua alegria e maturidade não podem ser diminuídas por factores externos. Ele chegou a um tempo de centramento pessoal e de expansividade - a aura branca que o envolve é a sua protecção, e a sua luz. O conjunto das experiências da vida o trouxeram a este tempo de perfeição. Quando você tirar esta carta, saiba que o momento lhe traz um presente - pelo trabalho pesado que foi bem-feito. Agora, suas bases são sólidas, e o sucesso e a boa sorte estão assegurados porque são a consequência natural daquilo que já foi vivenciado em seu íntimo."

In O Tarô Zen, de Osho

Mudanças

Não há dúvida, o tempo é de mudanças.
Por isso, resolvi pintar o cabelo. A tinta já está posta, falta saber de que cor vai ficar...
Em breve, novidades.


Sinto-me: Lagarta no casulo

domingo, 21 de novembro de 2010

A Possuída

Noite caseira de sábado. Na companhia da mãe, a ver A Casa dos Segredos (sim, serve para passar o tempo e rir da parvoíce alheia) enquanto se lê "A Viagem do Elefante", de José Saramago. Sim, eu sei. Grande combinação (tenho a certeza de que ele, esteja onde estiver, não se importa). E sim, sou tipicamente multi-tarefa.

Eis que, subitamente, um forte e contínuo som vem da rua.
"Será trovoada?", propõe a minha mãe.
"Parecem foguetes...", respondo eu.
"Acho que é alguém a arrastar um caixote do lixo pelos paralelos.", diz o meu pai. Ok, podem parar de rir. Eu sei que o meu pai tem muita imaginação.

O som pára. Voltamos aos afazeres.
Minutos depois, volta. Lá nos resolvemos a ir a janela, e fez-se luz. Os meus pais descem à cave para resolver o problema: a máquina de lavar. Ao que parece, estava possuída. Aos saltos, fazia um barulho infernal.
Lá conseguiram parar todo o circo (após uma ou duas persianas dos vizinhos a abrirem), e fez-de paz na noite.

Piada da situação: a máquina teve de ser desligada da corrente para parar, pois com tantos saltos, a minha mãe não conseguia acertar no botão...

A vida caseira é cheia de aventura.

sábado, 20 de novembro de 2010

Coisas da vida

A vida devia vir com GPS.


Sinto-me: Em busca de rumo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta - 5

A aventura com a pequena Becky continua, diariamente. Nos últimos três dias foi complicado dar-lhe a medicação, pois ela apercebeu-se que alguns pedaços de fiambre têm um gosto diferente (pudera...). Agora, lambe em volta do cubo de fiambre, e se sentir o gosto, larga. Pois... Grande sarilho.
Então, nestes últimos três dias, consegui que tomasse somente metade da dose que deveria, enganando-a. Contudo, tendo em conta que os dias estão mais frios, a dose insuficiente não ajuda, e a respiração dela ressente-se... E lá fico com o coração nas mãos.
Agora imagine-se a minha preocupação hoje, em que tinha de lhe dar 2/4 de antibiótico, e meio comprimido desparasitante interno...

Mas felizmente, tudo correu às mil maravilhas! O desparasitante ela ingeriu junto com patê, nem sequer se apercebeu. O primeiro 1/4 de antibiótico foi no fiambre, mas o segundo, como ela se apercebeu, ingeriu com patê também. Abençoado patê de salmão!

As excelente notícias: Já brinca, toda feliz! Nos primeiros dias ela mantinha-se deitadita, encolhida, e pedia mimo... O mimo continua a pedir (muito!), mas já brinca por iniciativa dela com a bolinha e o ratinho, e fica doida de feliz! Só que brinca pouco tempo, pois fica cansada muito rápido, e a esforçar a respiração... Mas é tão bom vê-la melhor!

Há semanas complicadas...

E esta tem sido, de facto, uma semana complicada...
Desde ontem, uma nuvem escura estacionou sobre a minha cabeça, e mais valia nem ter levantado da cama. Emocionalmente, fisicamente... Tudo se abala.

Hoje tenho dores na coluna e dores de cabeça. O motivo? Um acidente de carro ontem. Não foi o primeiro em que estive envolvida, mas foi, sem dúvida, o mais intenso.
Levar com a pressão de 3 toneladas em cima e sentir o carro a ser arrastado numa posição diagonal tem que se lhe diga. Nada se podia fazer, só esperar que o camião conseguisse parar todo aquele peso. Bater num carro estacionado e raspar pela pressão do camião também não agradou. Ser o recheio metálico de uma sanduíche metálica não é minimamente simpático.
Crianças aos berros com o susto, mãe a tremer... Ter de manter a calma, suster todo o stress e disfarçá-lo... Hoje tudo se recente, o corpo, a mente, a emoção e o espírito. Tudo dói.
Eu sei, não basta um acidente de carro para tudo isto. Mas acidentes... Já têm sido tantos nos últimos tempos...


Sinto-me: Infeliz...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Olhos Vazios

Os meus olhos são silêncio.
Da minha alma, o eco escorre sem destino.
Não tenho para onde ir,
Nem sei se quero partir.
Nas mãos agora vazias,
De memórias, de fantasias,
Já não bate um coração.
E o tempo, esse velho companheiro,
É tudo o que resta,
Além da triste recordação.
É um luto, a perda do que
Na verdade, nunca se teve.
A certeza, a esperança, o sonho...
Tudo mera desilusão.
Fecho os olhos, fecho a alma,
Fecho-me a tudo em redor.
Quero espaço, quero calma.
Já não sei o que é amor...

...


Só.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Reiki

Algo tem sempre de correr bem, e é o que nos dá alento.
No fim de semana passado, consegui finalmente concluir uma etapa iniciada há mais de 2 anos, e que desde então desejava: fazer o último nível de Reiki.
Foi uma emoção enorme, de alegria, mas sobretudo, senti o coração cheio de gratidão. Tudo foi uma benção. As pessoas que conheci, as meditações de que a minha alma estava já tão carente, e a luz. Foi um banho de luz...
Amei.


Sinto-me: pronta para começar a deixar nascer um mestre em mim.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Atenções

É engraçado como as crianças e os animais se apercebem quando a nossa luz está apagada...


Becky, a Ternurenta - 4

Mais um dia passado com a Becky, e para minha alegria, hoje ela tomou os dois pedaços de antibiótico sem dar por ela.
Embora na respiração tenha feito algum ruído uma ou duas vezes, parece realmente mais bem disposta (sim, mais ainda do que já era), já dá uma voltinha e brinca com a bolinha de vez em quando.
Hoje estava especialmente mimada... Mas soube bem a requisição de carinho.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Olhares

Há olhares que derretem...



Pedra a pedra...

Finalmente, preparo-me para recolher a última pedra de uma caminhada iniciada há cerca de 2 anos. Os alicerces foram fincados no chão; as paredes e chão construídos; as janelas e porta gentilmente abertos... Só falta o telhado.
Luz para esta construção!


Sinto-me: ansiosa por avançar

Detalhes

Às vezes as diferenças na vida fazem-se pelo simples reparar nas pequenas coisas, aquelas que tantas vezes estão diante do nosso nariz e mesmo assim nos passam despercebidas.
Não raro, damo-nos conta de certos detalhes somente quando batemos com a cabeça neles.
E quase sempre, se lues tivéssemos dado um milésimo da nossa atenção, poderíamos ter feito algo bom e positivo.
Nem que fosse simplesmente salvar um peixinho Néon de morrer entalado nas ranhuras do filtro do aquário na loja de animais.


Sinto-me: Atenta

Becky, a Ternurenta - 3

Pois é, a saga com a pequena princesa continua. Mantém-se muito bem disposta (acho que, na verdade, a cada dia a disposição aumenta), come muito bem e continua amorosa. Hoje só tomou metade da dose de antibiótico, danadinha descobriu o comprimidos no fiambre e, como soube mal, deixou ficar.
Espero que tenha sido apenas azar do dia de hoje...
Em breve coloco aqui fotos, hehehe.


Sinto-me: Preocupada

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta - 2

E a saga da minha protegida continua. Sempre bem-disposta, sempre amorosa. Pede mimos até ao fartote. A toda a gente!
É a verdadeira "gata solidária". Não quer que ninguém fique triste nem se sinta excluído. Conhecidos ou desconhecidos, homem ou mulher, adulto ou criança... Ela quer é mimo de todos.

Hoje experimentamos dar-lhe comida húmida, para ver se gostaria (a minha mãe já tinha tentado quando ela estava na rua, e ela não tinha apreciado muito), pois seria algo fácil de ela petiscar pois não magoa as gengivas. Experimentamos comprar uma embalagem de paté da Whiskas, com sabor a truta, e ela ADOROU! Demos apenas um bocadinho, para não abusar do intestino dela (que já estava meio delicado com as misturas de comida), e ela ficou vidrada na taça, lambeu até não haver mais!

Uma vez mais, consegui dar-lhe o antibiótico, graças ao fiambre. Aliás, ela gosta tanto que não me deixava preparar os cubos com comprimido, de tanta pressa que tinha em comê-los!

Felizmente, tudo tem corrido bem. O cheiro da boca dela continua um bocado forte, mas apenas está a tomar antibiótico há 4 dias, há que dar tempo. Mas não há dúvida: é um verdadeiro doce esta menina!


Sinto-me: Satisfeita

domingo, 7 de novembro de 2010

Becky, a Ternurenta

Para quem me conhece, não é novidade que o assunto "animais" me toca no coração. Defendo-os, amo-os, e sinto-me feliz pela minha sensibilidade e respeito para com eles. Já por mais do que uma vez que foi um animal a mudar a minha vida, a dar-lhe um pouco mais de luz.

Na passada quarta-feira, dia 3, conheci uma pequena que, segundo a minha mãe, já há algum tempo andava aqui pela rua, mas que eu nunca tinha visto. Eis que vamos ao local onde ela estava, e para minha surpresa, ela revelou-se a coisa mais doce possível de imaginar. Roçava-se nas nossas pernas, pedia mimos... Não resisti. Fiz-lhe uns carinhos e demos-lhe comida. O interessante foi que, quando começamos a caminhar rumo a casa (na mesma rua), ela resolveu seguir-nos.
Acabei sentada nos degraus da entrada de casa durante uns 45 minutos, a fazer-lhe carinhos, algum desse tempo com ela no colo. Apercebi-me que ela estava "ranhosa" (literalmente), com secreções nasais que lhe escorriam do narizito. Fiquei preocupada, claro, pois nunca tinha lidado com um animal de rua doente.
No dia seguinte, fomos pôr-lhe comida, e ela resolve seguir-nos de novo. A mesma simpatia, um monte de mimos, e o narizinho pior. Espirrava e espalhava tudo em redor, além de sujar o pêlo todo quando tentava lavar-se...

Resolvi no dia seguinte levá-la à veterinária, para ver como poderia ajudá-la. Para minha surpresa, ela não apresentou qualquer resistência em entrar na transportadora, e na viagem portou-se lindamente, miando apenas um pouquinho (e baixinho - tem uma vozinha de menina delicada lol).
No consultório, comportou-se super bem, deixando fazer as coisas (umas melhor do que outras), e sem nunca ser agressiva nem reclamar. A própria veterinária ficou surpresa com tanta doçura!
Diagnóstico: Constipação, com secreção nasal e os pulmões já um pouco afectados; uma otite forte em cada ouvido; renite; parasitas internos; ânus inflamado (possivelmente por diarreia devido à variedade de comida que lhe era dada por pessoas lá da rua); doença periodontal (inflamação séria das gengivas, com direito a um hálito de fugir)... Ou seja, inúmeras coisas que lhe provocam dores, e mesmo assim, ela consegue ser bem disposta...

Resolveu-se aplicar um desparasitante interno, e um antibiótico de 24 em 24 horas, durante 20 dias, para tratar em primeiro grau a constipação e, correndo bem e dando sorte, melhorar o estado das gengivas e dos ouvidos. Problema: era necessário reduzir o mais possível a exposição a diferenças de temperatura, o que num animal de rua se torna complicado...

Nesse dia, improvisamos colocando uma caixa de cartão no local onde ela dormia, de modo a aconchegar o máximo possível do frio, e com uma toalha no fundo e uma almofada para aconchegar. Contudo, o fim de semana aproximou-se, e o frio ameaçou vir em grande...
Decidimos, levámo-la para uma área interior, para assim ser melhor tratá-la e garantir que está em segurança. Pô-la bem, para depois procurar uma família.

Até agora, tudo tem corrido bem. Sexta-feira a veterinária deu-lhe um antibiótico injectável, ontem e hoje consegui dar-lhe o comprimido sem problema (viva o fiambre de frango!!!). O narizito já ontem não deitava secreções, e o pêlo está muito mais limpo. O resto, o tempo o dirá... Mas estamos a torcer por esta pequena ternura que nos cruzou o caminho, desejando que fique bem e possa levar muito amor a quem ficar com ela.
Porque quem a adoptar, vai ter em casa um pedaço de luz...


Sinto-me: Miauuuuu

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desafios

Deus põe-nos cada desafio à frente.. Resta apenas confiar, estender a mão e ter fé de que a mão Dele usa a nossa.. Ajuda-me, Pai.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Iluminados

Chateia-me quando a iluminação de uma pessoa implica que passe a falar numa língua filosófica e que não se compreende. Saem-se as frases mirabolantes, os pensamentos que parecem cheios de significados ocultos, e para quê? A maioria de nós, ainda na obscuridade, não compreendemos nada.

Porque é que muitos pensam que abrir o coração para a espiritualidade e deixar que a luz do conhecimento floresça dentro de nós significa passar a usar termos complicados ou metáforas hiper-metafóricas?

Será que para falarmos de luz, precisamos de dicionário? A ideia de nos iluminarmos, não é compreender? E ao compreender, transmitir aos outros, partilhar? E se ninguém me compreende, estou a partilhar o quê...?

É por isso que continuo a gostar das coisas simples e directas. Não que me ache uma iluminada. Mas também julgo que dentro da minha alma, já sinto um pouquinho de luz.

Crepúsculo

Ontem vi uma vez mais o filme de um dos meus livros favoritos: Crepúsculo.
Senti saudades de quando ele me emocionava. De quando acreditava e desejava um amor assim. Não com um vampiro, evidentemente, mas um amor além do físico, além do humano. Um amor tão forte que se torna irresistível e absorvente, que faz desejar viver e morrer ao lado do alvo de adoração. Ou um sentimento tão simples, que acaba por ser tudo isso sem que nos demos conta...
Eu sei que é apenas uma história de fantasia, mas não é tão bom quando ainda se acredita numa possibilidade assim? E no fundo, não é isso mesmo que todos vamos querendo, amor?
O difícil é acreditar, pois a vida é demasiado real...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Perdas

Ao longo da vida, como é natural, são muitas as perdas com as quais temos de lidar. Perder algo não é propriamente fácil, e muitas vezes uma perda é desvalorizada por aqueles que nos rodeiam.
A nossa reacção a uma perda está directamente associada ao grau de apego que tínhamos àquilo que perdemos, independentemente de ser a perda de algo palpável ou não, vivo ou não.
Podemos não sentir um abalo muito grande com a morte de uma pessoa que vivesse na nossa rua e a quem dizíamos "bom dia" todos os dias, e sentir terrivelmente o roubo de um relógio de bolso que nos fora dado pelo nosso avô.
O ser humano gere-se assim pelo valor emocional que as coisas têm para ele. E por isso, não podemos nunca julgar o nível de dor que uma dada pessoa manifesta com a perda de algo. Não podemos julgar aquele que não chora perante a morte de um familiar, mas fica abalado pela perda de um objecto. Cada coisa tem o seu valor emocional, o seu grau de importância para nós.

As perdas podem ser de vários tipos, como já referi a perda de alguém pela sua morte, por exemplo. Mas podemos aqui incluir a perda de objectos ou bens materiais que tenham uma relevância para nós pelo seu valor sentimental; a perda de um emprego; a perda de estatuto; a perda da saúde; uma separação; entre outros exemplos...
A psicologia fala-nos da perda como algo que implica de nós um processo de luto, sendo fundamental para o nosso restabelecimento a passagem por todas as suas fases. Achamos, geralmente, que o luto diz respeito somente à morte humana, mas na verdade não é assim. A perda do emprego ou de um bem podem exigir de nós o nosso luto.
O luto é composto por três fases:
1. Choque, seguido de negação;
2. Revolta e confusão;
3. Aceitação e reestruturação

À semelhança de uma ponte, precisa ser atravessado em toda a sua extensão (que irá variar de pessoa para pessoa), até esgotar-se. E aí, quando todas as emoções foram arrumadas, ficamos melhor.

Não, não perdi nada nem ninguém neste momento. Mas conheço quem tenha perdido recentemente um importante membro do núcleo familiar. Muitos dirão "era apenas um gato". Mas eu compreendo a dor. Era um amigo.

Tiquinho, tu vives sempre.