Para quem me conhece, não é novidade que o assunto "animais" me toca no coração. Defendo-os, amo-os, e sinto-me feliz pela minha sensibilidade e respeito para com eles. Já por mais do que uma vez que foi um animal a mudar a minha vida, a dar-lhe um pouco mais de luz.
Na passada quarta-feira, dia 3, conheci uma pequena que, segundo a minha mãe, já há algum tempo andava aqui pela rua, mas que eu nunca tinha visto. Eis que vamos ao local onde ela estava, e para minha surpresa, ela revelou-se a coisa mais doce possível de imaginar. Roçava-se nas nossas pernas, pedia mimos... Não resisti. Fiz-lhe uns carinhos e demos-lhe comida. O interessante foi que, quando começamos a caminhar rumo a casa (na mesma rua), ela resolveu seguir-nos.
Acabei sentada nos degraus da entrada de casa durante uns 45 minutos, a fazer-lhe carinhos, algum desse tempo com ela no colo. Apercebi-me que ela estava "ranhosa" (literalmente), com secreções nasais que lhe escorriam do narizito. Fiquei preocupada, claro, pois nunca tinha lidado com um animal de rua doente.
No dia seguinte, fomos pôr-lhe comida, e ela resolve seguir-nos de novo. A mesma simpatia, um monte de mimos, e o narizinho pior. Espirrava e espalhava tudo em redor, além de sujar o pêlo todo quando tentava lavar-se...
Resolvi no dia seguinte levá-la à veterinária, para ver como poderia ajudá-la. Para minha surpresa, ela não apresentou qualquer resistência em entrar na transportadora, e na viagem portou-se lindamente, miando apenas um pouquinho (e baixinho - tem uma vozinha de menina delicada lol).
No consultório, comportou-se super bem, deixando fazer as coisas (umas melhor do que outras), e sem nunca ser agressiva nem reclamar. A própria veterinária ficou surpresa com tanta doçura!
Diagnóstico: Constipação, com secreção nasal e os pulmões já um pouco afectados; uma otite forte em cada ouvido; renite; parasitas internos; ânus inflamado (possivelmente por diarreia devido à variedade de comida que lhe era dada por pessoas lá da rua); doença periodontal (inflamação séria das gengivas, com direito a um hálito de fugir)... Ou seja, inúmeras coisas que lhe provocam dores, e mesmo assim, ela consegue ser bem disposta...
Resolveu-se aplicar um desparasitante interno, e um antibiótico de 24 em 24 horas, durante 20 dias, para tratar em primeiro grau a constipação e, correndo bem e dando sorte, melhorar o estado das gengivas e dos ouvidos. Problema: era necessário reduzir o mais possível a exposição a diferenças de temperatura, o que num animal de rua se torna complicado...
Nesse dia, improvisamos colocando uma caixa de cartão no local onde ela dormia, de modo a aconchegar o máximo possível do frio, e com uma toalha no fundo e uma almofada para aconchegar. Contudo, o fim de semana aproximou-se, e o frio ameaçou vir em grande...
Decidimos, levámo-la para uma área interior, para assim ser melhor tratá-la e garantir que está em segurança. Pô-la bem, para depois procurar uma família.
Até agora, tudo tem corrido bem. Sexta-feira a veterinária deu-lhe um antibiótico injectável, ontem e hoje consegui dar-lhe o comprimido sem problema (viva o fiambre de frango!!!). O narizito já ontem não deitava secreções, e o pêlo está muito mais limpo. O resto, o tempo o dirá... Mas estamos a torcer por esta pequena ternura que nos cruzou o caminho, desejando que fique bem e possa levar muito amor a quem ficar com ela.
Porque quem a adoptar, vai ter em casa um pedaço de luz...
Sinto-me: Miauuuuu
Na passada quarta-feira, dia 3, conheci uma pequena que, segundo a minha mãe, já há algum tempo andava aqui pela rua, mas que eu nunca tinha visto. Eis que vamos ao local onde ela estava, e para minha surpresa, ela revelou-se a coisa mais doce possível de imaginar. Roçava-se nas nossas pernas, pedia mimos... Não resisti. Fiz-lhe uns carinhos e demos-lhe comida. O interessante foi que, quando começamos a caminhar rumo a casa (na mesma rua), ela resolveu seguir-nos.
Acabei sentada nos degraus da entrada de casa durante uns 45 minutos, a fazer-lhe carinhos, algum desse tempo com ela no colo. Apercebi-me que ela estava "ranhosa" (literalmente), com secreções nasais que lhe escorriam do narizito. Fiquei preocupada, claro, pois nunca tinha lidado com um animal de rua doente.
No dia seguinte, fomos pôr-lhe comida, e ela resolve seguir-nos de novo. A mesma simpatia, um monte de mimos, e o narizinho pior. Espirrava e espalhava tudo em redor, além de sujar o pêlo todo quando tentava lavar-se...
Resolvi no dia seguinte levá-la à veterinária, para ver como poderia ajudá-la. Para minha surpresa, ela não apresentou qualquer resistência em entrar na transportadora, e na viagem portou-se lindamente, miando apenas um pouquinho (e baixinho - tem uma vozinha de menina delicada lol).
No consultório, comportou-se super bem, deixando fazer as coisas (umas melhor do que outras), e sem nunca ser agressiva nem reclamar. A própria veterinária ficou surpresa com tanta doçura!
Diagnóstico: Constipação, com secreção nasal e os pulmões já um pouco afectados; uma otite forte em cada ouvido; renite; parasitas internos; ânus inflamado (possivelmente por diarreia devido à variedade de comida que lhe era dada por pessoas lá da rua); doença periodontal (inflamação séria das gengivas, com direito a um hálito de fugir)... Ou seja, inúmeras coisas que lhe provocam dores, e mesmo assim, ela consegue ser bem disposta...
Resolveu-se aplicar um desparasitante interno, e um antibiótico de 24 em 24 horas, durante 20 dias, para tratar em primeiro grau a constipação e, correndo bem e dando sorte, melhorar o estado das gengivas e dos ouvidos. Problema: era necessário reduzir o mais possível a exposição a diferenças de temperatura, o que num animal de rua se torna complicado...
Nesse dia, improvisamos colocando uma caixa de cartão no local onde ela dormia, de modo a aconchegar o máximo possível do frio, e com uma toalha no fundo e uma almofada para aconchegar. Contudo, o fim de semana aproximou-se, e o frio ameaçou vir em grande...
Decidimos, levámo-la para uma área interior, para assim ser melhor tratá-la e garantir que está em segurança. Pô-la bem, para depois procurar uma família.
Até agora, tudo tem corrido bem. Sexta-feira a veterinária deu-lhe um antibiótico injectável, ontem e hoje consegui dar-lhe o comprimido sem problema (viva o fiambre de frango!!!). O narizito já ontem não deitava secreções, e o pêlo está muito mais limpo. O resto, o tempo o dirá... Mas estamos a torcer por esta pequena ternura que nos cruzou o caminho, desejando que fique bem e possa levar muito amor a quem ficar com ela.
Porque quem a adoptar, vai ter em casa um pedaço de luz...
Sinto-me: Miauuuuu



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