Noite caseira de sábado. Na companhia da mãe, a ver A Casa dos Segredos (sim, serve para passar o tempo e rir da parvoíce alheia) enquanto se lê "A Viagem do Elefante", de José Saramago. Sim, eu sei. Grande combinação (tenho a certeza de que ele, esteja onde estiver, não se importa). E sim, sou tipicamente multi-tarefa.
Eis que, subitamente, um forte e contínuo som vem da rua.
"Será trovoada?", propõe a minha mãe.
"Parecem foguetes...", respondo eu.
"Acho que é alguém a arrastar um caixote do lixo pelos paralelos.", diz o meu pai. Ok, podem parar de rir. Eu sei que o meu pai tem muita imaginação.
O som pára. Voltamos aos afazeres.
Minutos depois, volta. Lá nos resolvemos a ir a janela, e fez-se luz. Os meus pais descem à cave para resolver o problema: a máquina de lavar. Ao que parece, estava possuída. Aos saltos, fazia um barulho infernal.
Lá conseguiram parar todo o circo (após uma ou duas persianas dos vizinhos a abrirem), e fez-de paz na noite.
Piada da situação: a máquina teve de ser desligada da corrente para parar, pois com tantos saltos, a minha mãe não conseguia acertar no botão...
A vida caseira é cheia de aventura.
domingo, 21 de novembro de 2010
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