quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Becky

Hoje é dia de ir buscar a minha protegida ao veterinário, após cerca de três semanas de internamento. Estou ansiosa por vê-la, mas ao mesmo tempo preocupada...

Não a vou colocar na rua, o que significa que vai retornar ao meu local de trabalho, onde estará protegida, terá comida e conforto. Contudo, não é o mesmo que estar num lar, com uma família. Irei vê-la todos os dias, sim, tal como fazia antes de a internar, mas passará a maior parte das horas sozinha. Preocupa-me também que a temperatura nem sempre é estável, e ela reage muito a isso...

E custa-me que ela passe o Natal sem o mimo de ter donos.

Mais logo dou notícias!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Há caridades que me baralham

É um facto, há caridades que me baralham.

É confuso ver empresas de sucesso a nível mundial, carregadas de dinheiro e bens, a fazerem caridade.
Não seria confuso se elas pegassem em parte dos seus lucros num ano de trabalho, e aplicassem ou doassem em favor de quem mais precisa.

Mas vê-los pedir A NÓS, povo que luta para o que necessita no seu próprio dia a dia, em época de crise (e mesmo que não o fosse), para darmos dinheiro para que ELES possam construir "uma casa para as criancinhas carenciadas", parece-me aquelas situações que às vezes se vê nos filmes, em que o funcionário de nível baixo tem uma ideia brilhante para um projecto, e o finório -doutorado-espertalhão que já ganha um salário astronómico na empresa assume os créditos pela ideia e fica bem visto...

Exemplos? McDonalds e Swatch. Deviam ter vergonha, E FAZEREM CARIDADE COM O VOSSO DINHEIRO.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Optimista, pessimista

"Devemos ser sempre optimistas". Sim, a ideia faz sentido. Um optimista encara a vida de outro modo, confia, é feliz. Mas... não podemos negar que por vezes, as coisas correm mal. Como fazer o equilíbrio?

Se somos pessimistas, emitimos esse pessimismo para as coisas, e assim "incentivamos" a que se cumpra. E no fim, dizemos "eu bem estava à espera disto".
A lógica diz-nos então que devemos ser optimistas, pois com esse pensamento, influenciamos a que as coisas corram como queremos.

E isso não será mais perigoso? Nem tudo pode ser como queremos, o que implica que, por muito optimistas que sejamos, não vai ser sempre tudo conforme esperamos. E aí desiludimo-nos. E o grau em que isso acontece é agravado pelo facto de que apenas esperávamos sucesso nos nossos intentos. Ficamos tristes. E depois fica difícil pensarmos sempre que "vai correr tudo bem!".

Ser pessimista de certo modo prepara-nos para a eventualidade da falha (que vai acontecer algumas vezes, sem dúvida), não nos desiludimos do mesmo modo. Não será isso prudente?

Quero ser optimista, ter esperança, acreditar que as coisas se podem compor. Mas sei que pode nunca ser assim... Para os outros, sou optimismo em massa. Para mim... já não sei em que acreditar.


Sinto-me: Desiludida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Tristeza

A tristeza é algo que nos apanha desprevenidos. Vem de mansinho, em silêncio, e como um anjo de asas cinzentas, abraça-nos e envolve-nos quando menos esperamos.
Traz as memórias, as mágoas, as lágrimas.
Nunca estamos preparados para estar com a tristeza. Mesmo próxima, tão próxima que entra em nós e se instala no nosso coração, é fria. Vem com a solidão, mesmo num mundo cheio de sorrisos e aparente boa-disposição. É ao mesmo tempo enganadora e verdadeira, pois não se anuncia, mas mostra o que é real. E com isso, auto-alimenta-se.
Com ela iniciamos uma viagem a um mundo onde não queremos ir, mas de onde é tão difícil sair. Encerra-nos uma caixa de vidro fosco, cinzento, que não deixa ver a luz. É como se tudo se tornasse um dia de neblina ou com pesadas nuvens escuras no céu, num silêncio de morte, de desistência.
A tristeza, quando nos guarda na sua caixa, dá-nos a mão entrelaçando os dedos esguios e frios nos nossos, iludindo, cegando. Aperta-nos, faz-nos crer que nunca mais seremos capazes de ver fora do vidro. Toma-nos para si, como filhos queridos e perdidos da vida.
Traz uma dor disfarçada, que nos leva para o fundo do Universo, onde nada mais se espera ou confia. Tira-nos o brilho do olhar, e a esperança da alma. Suga-nos o que sonhamos, e arrasta-nos a uma realidade difícil de aceitar, de querer fazer parte. Sem piedade, arranca-nos as asas da liberdade, e sussurra-nos ao ouvido que nunca mais iremos voar. Nunca mais iremos sorrir da realidade do espírito.
É cruel, a tristeza.


Sinto-me: Triste.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Primeiro dia de "trabalho" :D

É verdade, este foi o primeiro dia em que fui para as práticas do meu novo curso, e foi excelente! Como já disse antes, este curso tem a ver com lidar com animais, e foi isso que estive a fazer. E ADOREI!
O mais engraçado foi começar pela parte que nunca esperei lidar tão cedo: cirurgia. Pois é, estive a assistir à preparação de dois animais para cirurgia (ajudei um bocadinho), e depois assisti às cirurgias (duas castrações, primeiro de um macho, depois de uma fêmea). Estava curiosa para ver como me iria sentir num bloco cirúrgico, a ver cortar, coser... Mas nunca esperei que isso me fosse acontecer logo no primeiro dia. Fiquei muito feliz ao ver que me senti tranquila e consegui ver sem problema o que se estava a passar. Estou ansiosa pela próxima :D

Depois, ajudei também um pouco com animais internados, embora não tenha feito muito pois ainda não tenho conhecimento. Mas também adorei! E dar miminho aos bichinhos soube tão bem...

Amanhã, lá estarei :)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Chuva


Confesso que gosto de chuva. Não sou tão apreciadora de frio, mas a chuva... Há qualquer coisa no som e na visão de chuva que mexe comigo. Se estou bem, relaxa-me, faz-me sentir uma tranquilidade interior que me envolve e me embala numa viagem silenciosa. Se não estou bem, é um estranho acariciar da alma ferida, levando-me a um pensamento voltado para mim.
Por vezes, a chuva faz-me chorar. Acompanho as suas gotas com as minhas lágrimas, e é como se me limpasse o Espírito, até à exaustão dos pensamentos e das tristezas.

Hoje choveu o dia todo. Não saí de casa. Mas gostei de a ouvir, horas a fio, a bater na janela, enquanto esperava que as horas passassem e os pensamentos não me levassem com eles.

Melhor do que a chuva, para a alma, só um abraço...


Sinto-me: Nublada.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Magusto em Dezembro

É isso mesmo. A minha mãe lembrou-se de fazer um magusto com a família, neste fim de semana (de dia 4 para 5). O facto de ser Dezembro é um mero detalhe, pois na minha "tribo" é sempre tempo de festa, convívio e risos.

O jantar foi cá em casa, e as castanhas cozidas foram as melhores que comi este ano.

Contudo, confesso que não me aguentei até ao fim... Acabei por render-me ao cansaço, despedi-me de todos e vim para a cama (ou melhor, irei, pois estou a escrever isto). A minha família tem demasiada pedalada para mim, sobretudo se nesse dia tiver acordado às 6h45, com a preocupação de não adormecer quando o despertador fosse tocar às 7h40...


Sinto-me: Velha lol

Há sempre novas estradas a percorrer

E hoje (ou melhor, ontem, pois já passa da meia-noite e refiro-me ao dia de Sábado), abriu-se uma nova estrada a percorrer pelos meus pés. Finalmente, iniciou-se o meu novo desafio, um curso numa área totalmente diferente da minha área de trabalho. O mais gratificante: lidar com animais.

Se me preocupa? Se me assusta? Sim, sem dúvida. Não sei como será o meu desempenho, e preocupa-me ter dificuldades que não consiga ultrapassar.

Se estou entusiasmada? Provavelmente, outra pessoa no meu lugar estaria aos pulos (tal como está a minha prima, com quem estou a fazer o curso). Contudo, tenho de confessar que o meu coração não anda capaz de grandes emoções há muito tempo, tirou umas férias a longo e indefinido prazo, e por isso a maior parte das vezes tudo o que obtenho de uma novidade, situação triste ou alegre, é apenas um grande vazio.

Mas estou presente. Estou lá, e estarei empenhada em tentar fazer o meu melhor, mesmo que por enquanto use somente o racional e deixe o coração de lado. Quem sabe os animais não me devolvam o sentir...


Sinto-me: A embarcar numa viagem...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Solidão

"Solidão é estar no meio de mil pessoas e sentir a falta de uma só."

A situação agrava-se quando a pessoa de quem sentimos falta somos nós próprios...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Que saudades da Becky!

E foi por isso que hoje eu e a minha mamãe nos fizemos à estrada e fomos visitá-la (como está internada longe, e vamos por SCUT, temos de regrar as visitas :( ). E soube TÃO BEM!
Ela está melhor, embora segundo o veterinário já tenha estado melhor, mas tiveram de mudar de antibiótico pois ela já estava a fazer resistência, e isso causou uma recaída. Mia muito alto, toda animada, e ficou visivelmente feliz de nos ver!
Não parava de nos rondar, de pedir mimos, de esfregar a cabecita em todo o lado, estava mesmo eufórica!
Soube muito bem rever aquele olhar doce, e toda a meiguice. Tive pena de a deixar de novo, mas vi que está a ser super bem tratada, e está muito bem disposta, o que traz sossego.

Foi um bocadinho de luz para acabar bem a semana... Adoro a minha princesinha!

Grito

Por vezes imagino como seria libertador subir ao alto de um monte, e na beira do penhasco, onde o mundo beija o céu com a sua língua rochosa, gritar todas as memórias, todas as tristezas, as mágoas, os rostos feridos, as lágrimas desperdiçadas, os sonhos fugidos no vento...
As alegrias... Essas não as grito. Aquelas em que acredito, guardo no coração.


Sinto-me: Grata pelos anos bons.

Erros

Na vida, cometemos muitos erros. Por nossa inocência, por desconhecimento, por confiarmos.
Os nossos erros são diários.
Há erros pequenos, que pouco afectam e de fácil solução.
Há erros médios, impensados, que ensinam.
Há erros grandes, que marcam, esmagam, sem solução.
Muitos erros. Erros que vemos, que não vemos, que demoramos a perceber.
Erros que despertam, transformam. Erros que bloqueiam, arrependem.

E por incrível que pareça, apesar da nossa longa experiência com tantos erros na vida, nunca deixamos de errar. Todos.

Os erros são universais, e não devem ser um martírio de culpa. Não devemos julgar os erros alheios. Também erramos, e podemos ser julgados por carrasco semelhante.
Ninguém gosta de errar. Ninguém faz de propósito para errar. Apenas se cai, e se levanta.

Se errei? Sim. Se aprendi com os erros? Sim, com a maioria. Se voltarei a errar? Certamente. Só espero conseguir sempre dar-me conta disso, e rectificar. Sempre.


Sinto-me: em aprendizado.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Deus diz... #1

Diz-me o Neale Donald Walsch:

"God wants you to know... that the yearning for love in your life is about to end in the most wonderful way."

E eu respondo-lhe:

Yeah... Right.



Tradução: "Deus quer que saibas... que a falta de amor na tua vida está prestes a terminar de uma forma maravilhosa."