sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Becky, a Arrasa-corações

E começa a parecer que a Becky é perita em nos deixar com as pernas a tremer lol.
Estávamos na garagem, e resolvemos abrir uma frincha do portão para entrar o sol. Claro que ela se plantou de imediato lá, mas como não cabia na abertura, deixamos estar.
Até que subitamente, olhamos para ela e a vemos a tentar abrir mais o portão com a pata... Pensamos "Ela não é capaz... O portão é muito pesado...".
E pronto, lá vemos o portão a ceder um bocadito, o suficiente para a vermos em seguida a esgueirar-se para fora.
Fomos a correr e a chamá-la (coisa que já por várias vezes comprovamos que não adianta de NADA pois ela fica tão "surda" que não nos liga patavina). Mas a aventura ainda estava a começar...
Damos com ela congelada no chão da entrada, fixa numa das gatas do vizinho, que estava em cima do muro. Aproximei-me devagar, para não correr riscos, mas eis que a gata do vizinho desce o muro dela (para escapar àquela estranha), e a Becky sobe o muro atrás dela e desce para a casa do vizinho.
Vejo logo o cão a aproximar-se, sem perceber o que raio se estava a passar... A gata inicial desaparece, uma das outras sobe outro muro para se afastar, e a Becky fica no meio da rampa para a garagem, toda eriçada a olhar para o cão (que entretanto se ia tentando aproximar dela).
Provável pensamento dela: "Ups, isto correu mal...".
Provável pensamento dele: "Fonix, já não chegam as que cá vivem a chatear-me a mona, e vem mais uma?!".
Entrei no portão do vizinho, enquanto ao mesmo tempo distraíamos o cão, e vou descendo na direcção da Becky (que entretanto já estava a tirar as medidas à porta dos arrumos, onde a primeira gata provavelmente se tinha ido esconder).
Fui apanhá-la no fundo da rampa, junto ao canto do portão, já a bufar sabe Deus para quê. Peguei nela, e voltei para a garagem...
Claro que lhe ralhei. Se adiantou alguma coisa? Duvido muito...

Isto de educar filhos da rua é complicado! Até nos deixa as pernas a tremer...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Diálogos de crianças

O J., de 4 anos, para a irmã R., de 3:

Ele: Mana, tás preparada?
Ela: Não.
Ele: Então prepara-te!
...
Ele: Mana, tás pronta?
Ela: Não.
Ele: E agora?

As crianças são tão fofas.

domingo, 4 de setembro de 2011

Becky, a Arrasa Corações

Após cerca de meia hora, o meu coração ainda não bate direito.

Resumo:

- Becky a brincar no pátio.
- Gata do vizinho passa no nosso telhado.
- Becky trepa a separação dos pátios para a ver melhor.
- Gata do vizinho fica estagnada, atenta.
- Vizinha tenta atrair a Becky para pegar nela.
- Gata do vizinho corre para 2 telhados acima; Becky corre para 1 telhado acima. O meu coração pára.
- Fartamo-nos de chamar a Becky. Ignora.
- A vizinha tenta atraí-la com comida.
- Trepo para uma mesa e empoleiro-me na separação a chamá-la. Abano a caixa de biscoitos.
- Becky olha interessada para ambas, mas a gata do vizinho é melhor; mantém-se onde está. Estou capaz de esganá-la.
- À terceira vez em que a vizinha lhe mostra comida, ela chega-se para cheirar. A vizinha agarra-lhe uma pata e consegue puxá-la.
- A Becky é-me entregue por cima do separador do pátio.

Conclusão: Becky de castigo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Primeiro encontro

E esta manhã, a Becky e a Tigreza viram-se pela primeira vez. A Titi dentro de casa, e a Becky na varanda.
Inicialmente, a Becky bufou e a cauda eriçou-se, mas como a Titi reagiu calma e curiosa, submetendo-se, ela acabou por deixar de bufar, e o resto do tempo iam olhando uma para a outra, tranquilas.
Parece que vai correr bem...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Becky, a novidade

E finalmente, a Becky já está cá em casa. Não estamos ainda a fazer a tentativa de adaptação à Tigreza, pois como ainda vamos de férias este mês, precisamos estar cá para garantir que tudo corre bem. Mas já está cá, na garagem/cave, desde ontem à noite.
Inicialmente, ela estranhou bastante, porque não conhecia o espaço e ficou confusa. Mas acabou por começar a explorar, tal como todos os gatos adoram.
Hoje já estive com ela lá em baixo, a fazer companhia, e ela até veio passear ao pátio. Está feliz, tudo é novidade, e ela aproveita para se esticar. Só espero que, quando for o momento de ela vir para cima, tudo corra bem também...

Adoro a minha pantera :)

Sonho realizado :)

E finalmente, depois de postar as fotos e todos os vídeos, cá estou para contar (minimamente) como foi a concretização de um dos meus maiores sonhos.
No passado Domingo, dia 31 de Julho de 2011, finalmente vi um concerto dos BON JOVI.
Era algo que esperava há 15 anos, e foi maravilhoso!

Fomos de comboio rumo a Lisboa, bem cedo, após quase não ter dormido (seria de ansiedade?). No comboio lá tirei uma sonequinha, e chegamos lá a horas de almoçar. Como simplificava, o local escolhido foi o Shopping Vasco da Gama.
Eram 15h09, estávamos a apanhar o autocarro, rumo ao Parque da Belavista. E pronto, os autocarros em Lisboa são meio confusos a dizer as paragens, quando demos conta, saímos na paragem seguinte. A sorte: ficava a cerca de 200 metros da anterior :p
O calor apertava, quando chegamos junto do recinto, ao cimo da rua. E foi quando vimos a fila de pessoas a aguardar para entrar...! E nem 16h eram... Mas lá fomos para a fila, todos animados. O sol é que não ajudava muito... Felizmente, corria uma brisa, que aliviava um pouco!

Algum tempo depois, a fila começou a avançar, primeiro um metrinho de cada vez, e depois uns quantos passos. A entrada estava cada vez mais perto, e os Bon Jovi também!

Assim que entramos, fomos directo à barraquinha do merchandise oficial... E fiquei perdida! Queria algo para recordar este dia maravilhoso, mas tinha tanta coisa gira! Optei pela típica t-shirt de tour (embora tivesse outras, lindas também), o boné lindão e o colar (de babar!).
Seguimos depois para a nossa zona do recinto (sim, a semi-vip lolol), Golden Circle. E fiquei pasmada quando vi o quão perto do palco era!!! Sabia que ia ficar numa zona especial, e que era garantido que mais longe do que o limite máximo da mesma não ficaria, mas não esperava que fosse tão próximo da frente. Foi o êxtase!
Como ainda era cedo (cerca de 16h45), resolvemos sentar na relva sintética, a relaxar as pernas (eu cheguei até a deitar, hehehehe). À medida que o tempo passava, a tensão aumentava, e ao ver o símbolo dos Bon Jovi a mover-se nos ecrãs laterais, ia ficando mais nas nuvens, sem no entanto ficar consciente de que eles estariam ali, em poucas horas.
Antes de actuar a primeira banda, o pessoal começou a levantar-se, e então optamos por fazer o mesmo e chegar-nos para a frente o mais possível. Quando a primeira banda actuou, os Red Lizzard, eram 19h, e já as nossas pernas e pés doíam... Cantaram durante 15 minutos, e saíram. Entre eles e os Klepht, a segunda banda da noite, passou o que pareceu uma eternidade. Creio que já passava das 20h quando eles chegaram. Nem vi quanto tempo cantaram, estava muito focada nas dores atrás dos joelhos lol.

E o dia foi-se tornando noite, e o palco ficou sem gente. O símbolo a rodar nos ecrãs tornou-se o que parecia fogo, e nós à espera. Mais para a frente, mais apertados, mais cansados. Eu já pensava "como vou aguentar duas horas e meia de concerto??".

Eram 21h15, quando subitamente o ecrã gigante no palco pareceu incendiar-se. Os gritos das pessoas abafavam o céu... E minutos depois... Entram eles, os reais, os Bon Jovi. Esqueci as dores nas pernas, nas costas. Esqueci tudo.
Aos primeiros sons de "Raise Your Hands", o pessoal foi ao rubro. Toda a gente gritava, cantava, saltava. As mãos no ar eram aos milhares (mais exactamente um par de mãos para cada uma das 59.000 pessoas), as palmas, a emoção. Não há como descrever.
Não sei quanto tempo demorei a cair na realidade e a perceber que aquelas pessoas em cima do palco eram mesmo os Bon Jovi, em carne e osso. Era mesmo o Jon Bon Jovi...
Fui dominada pelo meu "eu" de 15 anos. Apaixonada por ele, apaixonada pela música deles, e feliz.
O concerto foi simplesmente fenomenal. O último da Tour The Circle, e já se esperava que a banda desse mais do que nos outros. Em vez de 2 horas e meia, o concerto durou quase 3!
Cantei quanto pude, berrei, dancei, saltei, bati palmas, agitei os braços, filmei, e quase chorei várias vezes...
Não lembro de todas as músicas que tocaram, mas ocorre-me:
- Raise Your Hands
- It's My Life
- Wanted Dead or Alive
- I'll be There For You
- We Weren't Born to Follow
- When We Were Beautiful
- Livin' On a Prayer
- Keep The Faith
- Always
- In These Arms
- Bad Medicine
- I'll Be There For You
- Captain Crash and the Beauty Queen From Mars
- Have a Nice Day
- I Believe
- I'll Sleep When I'm Dead
- I Love This Town
- Born to Be My Baby
- This Ain't a Love Song
- These Days
- (It's Hard) Letting You Go
- Pretty Woman
- Twist 'n' Shout (Beatles)

Mais coisas houveram, mas não consigo lembrar de todas...
O concerto acabou depois das 0h, e apesar de me doer todo e qualquer pedacinho do corpo, estava incrivelmente feliz. Estava cansada, mas desejosa de ver os vídeos que tinha gravado no telemóvel, e as fotos. De relembrar tudo, de ouvir as músicas de novo.
Como o comboio saía às 01h35, não tivemos opção senão chamar um táxi. O taxista chegou junto de nós 40 minutos depois, pois as estradas estavam cortadas (os Bon Jovi são mesmo importantes, hehehe), e em 5 conseguiu pôr-nos na estação.
Apanhamos o comboio, e este teve pelo caminho um atraso enorme, pelo que eram 6h quando me deitei na cama. Tinha as músicas na cabeça, as imagens no coração...

Amei... Valeu tudo a pena. Até breve, Bon Jovi, assim espero!



domingo, 29 de maio de 2011

Vazia

As palavras foram claras:
- Ela não tem coração.
No lugar dele, uma pedra inerte jaz, no que outrora terá sido uma fábrica de emoções e sentimentos. Hoje, nada além do frio existe, nada mais do que a indiferença e a incapacidade de sentir.
É uma caixa vazia, que simula vida, mas cuja vida, na verdade, há muito abandonou.
Tristeza por isso? Não... A vida é assim, um representar, um aguardar o último suspiro.


23.04.2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quem magoa um sinal, leva uma vacina...

Esta "aventura" começou ontem.
Após o almoço, ainda a placa do fogão estava quente, e a Tigreza (Titi, para os amigos), estava a pedir-me comida (apesar de já lhe ter dado húmidos, duas vezes, para ela me deixar almoçar sossegada).
Resolvi dar-lhe um biscoito, e fui até ao balcão. Contrariamente ao costume, ela resolve subir para o balcão ainda longe de mim, e começa a caminhar na minha direcção. Pelo caminho, passou por cima da placa do fogão (coisa que nunca fez, pois sente o calor dos discos), e não fui a tempo de fazer nada.
Quando ela sentiu que uma das patas pousou no disco, saltou balcão fora e fugiu.
Lá pegamos nela, para mergulhar um bocadinho a patinha em água fresca. Ela no meu colo, a minha mãe com uma tigelinha com água. Deixou mergulhar a pata. Ficou uns segundos. E de repente, viu o fogão, e disparou do meu colo para fora, usando-me como rampa de lançamento.
Resultado: Um arranhão no peito, um arranhão no braço, vários arranhões no ombro.
Problema: no ombro apanhou-me um sinal saliente. Umas horas depois, vejo que o sinal estava pendurado por um fio...
Excelente.

Hoje, resolvi então ir ao posto de saúde,  para ver se a enfermeira podia ver o que se deveria fazer com o "sinal pendurado".
Surpresa: Assim que entro na sala de enfermagem e me identifico, a enfermeira diz "Tem as vacinas em atraso."
"Oh, não...", pensei eu.
- Pois tenho. - respondi. - Há uns 15 anos. - Ainda fui corajosa.
- Na verdade, há quase 20. - Responde ela, sem se deixar apiedar pelo meu ar desajeitado. - Vai tomar hoje. Tem o boletim de vacinas?
- Não. - Digo eu, na esperança de adiar o sacrifício mais umas semanas.
- Não faz mal. Toma hoje na mesma, e depois traz, para actualizar.
"Raios!", pensei. Mas sorri, e disse:
- Está bem.
Quando ela viu o sinal, felizmente não achou nada de grave. Tentou arrancar o fio com o uso do penso que eu tinha posto (não foi lá muito simpático), e depois lá se decidiu a fazer diferente. E foi buscar a tesoura. Sim, tesoura. CORTARAM-ME um sinal, com TESOURA. Se senti? Sim. Se foi suportável? Sim, não morri. Aliás, a circulação naquele bocadinho de carne já nem devia existir, pois nem sangue deitou.
Lá pôs umas compressas para proteger e a roupa não magoar, e depois lembrou-se:
- Agora, vamos à vacina.
"Raios partam a memória da enfermeira..."
Decidi não pensar. Aquele braço não seria meu, seria de borracha. É isso, borracha. Borracha é mole, não dói. Como o cão que usamos no HVP, para fingir que fazemos pensos.
A estagiária (penso eu), preparou a vacina, e antes de espetar, avisou que ia sentir uma "piquinha". Pois sim. Uma agulha de adulto, é uma PICA.
Senti, claro. Não me mexi, deixei o braço bem mole e solto. A dor por ter algo espetado na carne fez-se sentir um pouco, como é normal, e finalmente, a agulha saiu. Recebi as recomendações para a vermelhidão ou "caroço". Agradeci e saí. O braço ainda doía, tinha uma sensação estranha de algo a espalhar-se lá dentro.
"Afinal, não é tão mau como ouço tantos ADULTOS a dizerem.", pensei. "Piegas".


Sinto-me: Vacinada e mais leve (menos um sinal).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Salto no Abismo

Dou um salto para o abismo sem pensar.
Preencho o vazio, ou ele preenche-me.
Já nem sei.
Fecho os olhos, para abri-los em seguida de rompante.
Quero ver tudo. Mesmo que por um momento final,
Quero sentir.
O meu corpo perde-se na gravidade,
E o tempo torna-se ausente.
Ausência. Vazio. Solidão.
O pensamento estrangula-me,
E uma lágrima salta-me do canto do olho.
Custa respirar, engulo a vida toda numa só queda, sem mastigar.
E sou mastigada, pela ausência, pelo vazio, pela solidão.
Não sei porque aprendi tantas palavras fortes,
Se agora já nem consigo falar.
E sinto o abraço do nada libertar-me dos seus braços castradores.
E caio.
Caio.
Flutuo na vertical.
Sou uma pena e um peso.
O claro e o escuro.
Dia e noite, água e fogo.
Sou Yin e Yang.
Sou Uno.
Sou.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

As mulheres e a maquilhagem

Acredito e compreendo que vocês, homens, fiquem extasiados e em pânico ao verem a quantidade de maquilhagem que geralmente uma mulher tem. Acredito também que metade das coisas que para nós são básicas num kit de maquilhagem, para vocês são um verdadeiro mistério.
- Para que serve esta tesoura com ponta tipo pinça curva?
- O que faz um corrector?
- Porque existem tantos tipos de eyeliner?

Pois é... Meus caros, acredito que a necessidade de maquilhagem já está nos nossos genes. A sério. Associada directamente à nossa necessidade de nos sentirmos bonitas, de nos sentirmos bem. É certo que a perfeição que tanto perseguimos é ditada pelos padrões cada vez mais rigorosos e irreais (photoshop só funciona virtualmente) que nos rodeiam. Somos pressionadas diariamente a competir com as bonitonas que estão nas revistas, nos cartazes, na tv. Aquelas que se não levam com photoshop directo, têm personal trainers a massacrá-las diariamente para terem aquele corpo saudável, comem o bom e o melhor para a linha, têm os melhores cabeleireiros e, aí está a dita cuja, os melhores maquilhadores. Daqueles que não têm dúvidas para que serve a desgraçada da tesoura com ponta tipo pinça curva.

Temos por isso a necessidade de procurar em toda a parafernália de produtos com que somos tentadas pela promessa da tal perfeição, aqueles que melhor destacam as nossas características positivas. E se isso incluir uma colecção de 10 batons (com gloss, sem gloss, de tons fortes, primaveris ou discretos), 50 tons de sombras de olhos (em pó, em creme, com brilho e sem), 5 opções de blush (para quando estamos morenas ou quando estamos no Inverno), diversos tipos de rímel, eyeliner, lápis dos olhos, base, corrector, etc.... Então é isso que teremos na nossa bolsa da maquilhagem.

Ah, e a tesoura com ponta tipo pinça curva serve para formar melhor a curvatura das pestanas, para termos um pestanejar à Marilyn Monroe, irresistível...

E tudo porquê? Porque depois de uma hora de produção, de escolha e combinação de tons, nós no fundo só queremos que vocês nos digam com um sorriso "Estás muito bonita hoje...".

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Hum...

Eu sei que não tenho dado grande atenção aqui... Mas às vezes há fases em que o silêncio é a única e melhor coisa que temos para dar.
Shhhhh.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dança Silenciosa


Todos os dias, ela sobe ao palco, num movimento fingindo natural.
Entra num mundo real como uma personagem, e deixa de ser ela.
Sorri, fala. Simula alegria e força, tão bem que ninguém dá pela fragilidade de fingir ser feliz.
Tem um coração de vidro, eternamente quebrado pelo fracasso, pela dor.
Tem um coração de pedra, infinitamente endurecido pela tristeza, pelo desamor.
E dança, no palco que a obriga a actuar, como se ainda escutasse a música. Mas a única coisa no seu pensamento, é o cair do pano no fim, e o silêncio de jamais ser feliz.


Hum...


Primeiro dia com 30 anos, e estou cheia de sono...
Será assim tão entediante chegar aos "intas"?
:p

quarta-feira, 13 de abril de 2011

E vão 30...


Parabéns para mim :)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Guga, a Terrível

Sábado teve mesmo de ser, tivemos de levar a Guga (a minha coelha) ao veterinário. Vários aspectos nela não estavam normais, nomeadamente diarreia e um excesso de remelas.
Após consulta, a Dra. resolveu fazer-lhe um raio-x para ver o que se passava, e como pedimos para lhe rapar o pêlo em algumas zonas onde fez "chocas", tivemos duas horas de espera.
Resultados: Gengivas inflamadas (daí a remela), necessidade de parar com a ração do saco novo (daí a diarreia), e um cálculo urinário. Terá de emagrecer, mudar a alimentação para ingerir menos cálcio, e mover-se mais, para tentarmos diluir o cálculo.
Para nossa dor de cabeça, trouxe várias medicações a fazer, o que tem sido uma aventura, tendo em conta que a Guga não gosta nada que a obriguemos a fazer coisas que não quer...
À conta disso, já tenho uns belos arranhões num braço, e a aventura ainda vai no início... Teremos duas semanas de festa lol.
Vou dando notícias a respeito... Se sobrevivermos!

domingo, 3 de abril de 2011

Pensamentos




"Há um desinteresse pela infelicidade dos outros... e às vezes um sorriso faz toda a diferença". - Ruy de Carvalho

Frozen


Está frio outra vez.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pequenina como uma noz

Há situações que nos fazem sentir pequenos. Quando chegamos a um momento de "pendência", sem rumo certo, e em que não compreendemos a maioria das coisas que nos acontecem.
São as dúvidas que nos assaltam sem pedir licença, baralhando ainda mais o que na nossa cabeça já não tinha ordem. É a dificuldade de nos encaixarmos num contexto temporal, e perceber onde ele nos leva.
E lidar com pessoas, ainda complica mais. As pessoas são todas muito diferentes. Todas esperam diversas coisas de nós, coisas essas que, na maioria dos casos, nem seremos jamais capazes de lhes dar e cumprir as suas expectativas. E como o tempo muda as pessoas, a situação piora.
Deixamos de compreender o que fazer, como fazer, quando fazer. Deixamos de ter a capacidade de captar as intenções, os sentimentos, nossos e dos outros. É como um barco à deriva, sem saber bem que direcção deverá tomar. Ouve as ondas de rádio, estimulando o seu lado racional, e ouve as ondas do mar, apelando à emoção. E o próprio mar é sempre um mistério.
Tudo isto acaba por cansar. E depois, acabamos a escrever posts como este, sem pés, nem cabeça...


Sinto-me: pequena.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Finalmente... A Primavera!

Gosto da Primavera. Mais do que de qualquer uma das outras estações do ano. Sim, é verdade que adoro a chuva, sobretudo se estiver num local quente e com grandes vidraças a deixarem as gotas escorrer... Mas as cores da Primavera dão-me outro ânimo.

Bem-vinda!

sábado, 12 de março de 2011

Passado

Por vezes, damo-nos conta de que sempre tivemos as mãos vazias.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Saudades #1


... De receber uma flor.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Momentos

Não é preciso muito para criar um bom momento, daqueles que fazem valer a pena ter levantado da cama.
Um bom momento pode estar assente numa música, num bom livro, num sorriso, ou até num dia de chuva.
Pode até mesmo vir no silencio de um olhar cúmplice, sem palavras mas cheio de pensamento.
Um bom momento pode ser de pele, de caricia, de fechar os olhos e sentir. De esquecer o resto do mundo, e ouvir o bater do coração e o sangue quente nas veias.
Momentos podem ser planeados, espontâneos. Podem estar ao virar da esquina, do outro lado do mundo, ou dentro de nós.
Fazem o coração acelerar, a respiração explodir, os joelhos tremer.
Um bom momento pode ser um abraço, um beijo, um calor.
Mas aquece a alma, sempre. Mesmo que seja apenas por um momento...


Sinto-me: A viver.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sonhos

Sempre sonhei muito, desde criança. Com o passar dos anos, a minha absorção dos sonhos intensificou-se, ao mesmo tempo que o nível de consciência durante os sonhos crescia também. Chegando ao ponto de estar a sonhar, e saber que estava num sonho. De prestar atenção aos acontecimentos, e ter a noção de estarem a passar-se num outro plano. Num plano que, não sendo falso, não podemos considerar como sendo vida real.

Em sonhos, já ouvi conselhos, já os dei. Recolhi informação, aprendi coisas, assustei-me. Fui perseguida, fui amada. São ricos, os meus sonhos. Sobretudo em imagens que me fazem perceber o que me rodeia no mundo, no momento actual da vida.

Há sonhos que por vezes perturbam, outros que encantam, outros que apenas abalam.
Há sonhos que parecem realidade, e outros que seria impossível que acontecessem.
Há sonhos que dão esperança, sonhos que arrasam, sonhos que despertam.
Há sonhos que fazem sorrir, que envolvem durante horas após despertar, fazendo continuar nas nuvens. Há sonhos que deitam abaixo, fazem chorar, fazem sentir que não há esperança para o que se deseja.

Sonho muito...

Mas sempre, sonhos são apenas sonhos. A realidade é outra.


Sinto-me: A despertar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cinzas

Os dias são folhas caídas, rabiscadas de um tempo que já passou, e do qual já nem reconheço o rosto.
Abro a mão trémula, de braço estendido ao nada, e as cinzas flutuantes do que outrora foram sentimentos tocam-me os dedos pálidos e frios.
Do olhar de desesperança, no alto do gelo que me tolhe o corpo e a alma, já nem as vísceras se revolvem ao teu nome.
E a tua imagem, apagada pelo tempo em trovões do grito que me rasgou o peito, é desconhecida, maculada de dor feroz.
Cerrados os dentes na angústia de nada agarrar com o coração, uma lagrima rebelde assoma à visão turva do pensamento, e desce ao corpo largado ao vento.
Deixa-me, Silêncio. Esquece-te que alguma vez vivi. Que de pés descalços pisei sonhos de vidro, que se quebraram no peso da ilusão.
Rasgada a pele, rasgado o delírio.
Bem-vinda à realidade de ser, e não sentir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Despedida

Cansei-me de ti. De tantas esperanças, tantas desilusões, tantas tristezas. Cansei-me de acreditar que podias ser algo bom para mim, ajudar-me a ser feliz. Iludiste-me, para sempre ferir, quebrar, calcar.

Não te quero mais, estou cansada de esperar que mudes. De esperar que despertes.

Por isso, fecho-te numa caixa. Onde fiques contido, incapaz de continuar a magoar, a ferir. Onde não mais a tua presença se faça sentir, até que sejas somente uma vaga memória de teres existido. Onde chegue ao ponto de não ser mais de ti.

Adeus, meu Infame Coração.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Becky


Ainda bem que existes, Becky. Ainda bem.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lidar com a morte conscientemente

Hoje, pela segunda vez, lidei com a morte na aula prática do hospital. Hoje, de uma forma mais próxima e mais activa.

Não foi fácil... Confesso que lutei contra as lágrimas, e me obriguei a racionalizar toda a situação.

O choque veio pelo simples facto de estar a segurar um animal, pensando que iria ajudar no seu tratamento, e depois ouvir dizer "é para eutanasiar". No referido caso, era uma situação de doença que já se tentara tratar e não tinha solução, e dada a gravidade, não havia escolha.

Primeiro tive vontade de fugir, de chorar por aquele ser à minha frente, que eu sabia estar vivo naquele momento, e ignorando que, dali a minutos, não mais viveria naquele corpo.
Fiquei. Imaginei-me no lugar dele, prestes a terminar a vida, e estar só.
Fiquei. Imaginei-me a sentir no fim, e não ver ninguém conhecido.
Fiquei. Imaginei-me a morrer de modo que não compreendesse, sem a companhia dos meus entes amados.

Quis confortá-lo de algum modo. Ele pareceu sentir isso. Toquei-lhe na cabeça, fazendo um carinho e lutando contra o enorme conflito dentro de mim, e quando ele baixou a cabeça e a pousou suavemente na minha outra mão, deitando-se, percebi que estava no lugar e momento em que era necessária.
Dali em diante, mantive a minha mão sob aquele queixo tranquilo, ao mesmo tempo que acariciava a cabeça dele com a outra mão. Tentei com todas as forças transmitir-lhe tranquilidade e confiança, mas sobretudo, muito amor. Queria que aquele animal, prestes a terminar a sua viagem, sentisse que não estava só.

Colocado o catéter, também a pata foi repousada na mão onde já estava a cabeça. E assim o segurei, enquanto o medicamento fatal era administrado. Dupliquei a dose de amor, sussurrando-lhe ao ouvido "está tudo bem, querida...".

Senti-a estremecer ligeiramente, e pouco depois, foi auscultada. Só algum tempo depois de ouvir que o coração tinha parado é que parei de lhe acariciar a cabeça macia. Mas mantive-a em repouso na minha mão até estar dentro do saco para ser cremada.

Apesar da frieza que a situação exige, senti-me feliz por, pelo menos, ter contribuído de algum modo. Resta-me apenas dizer-lhe agora, a essa estrelinha, "És e serás sempre linda..."...

Que um anjo te cuide e oriente.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Agarrada

Não tem esperança de sucesso, mas agarra-se com todas as suas forças. Não sabe o que a espera, já teve mais certezas do que as que tem. Na verdade, agora não tem nenhuma.
No pensamento, vê o eco de recordações que parecem palpitar a cada batida do coração velho e gasto, lembrando-a de que já foi feliz outrora. E com as imagens, a dor. Da alma, do corpo. Tudo dói, na percepção do Passado. O Presente é frágil, e segura-o sem saber o que lhe fazer. E o Futuro... Não sabe onde se esconde.

Quer gritar sem medos, sem pudor. Bradar aos céus toda a raiva e toda a revolta que a consomem por dentro. Todo o inconformar. A vida não pode ser só isto. Não pode. Se assim for... Mais vale abrir os dedos e largar o que resta, para sempre...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Renovação

Mudarmo-nos é bom. Faz-nos crescer, liberta-nos das coisas do Passado ou Presente que nos magoam ou nos impedem de sermos felizes.
Mudar não é fácil. Exige de nós um esforço e capacidade que nem sempre temos, e por vezes custa a destruição de partes de nós, o que nos torna amargos e desacreditados de que a vida pode ser feliz.
Uma mudança de ideias, de sentimentos, de esperanças é um trabalho duro.

E é por isso que começo pela mudança mais fácil. A exterior. Pintei o cabelo, já me sinto mais perto do que um dia fui. Quem sabe isto não impulsione a outra mudança, a verdadeiramente importante...


Sinto-me: No casulo da transformação.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Puf...

Finalmente, o dia chega ao fim... Já na cama, estou exausta, após um dia em constante andamento.

Mas tranquila... Sempre há dias em que as emoções e sentimentos não nos moem o juízo, que quando acontece, queremos aproveitar a paz dissimulada ao máximo. Pelo menos, até que a tempestade volte... Porque enquanto as coisas não morrem... Matam-nos.

O tempo há-de curar-me. E até lá, uma noite de sono o fingirá fazer.


Sinto-me: Cheia de sono

sábado, 1 de janeiro de 2011

Equilíbrios

"Põe-te em primeiro lugar. Cuida de ti primeiro, preocupa-te mais contigo e menos com os outros, pois mais ninguém o fará."

Esta afirmação é-nos incutida no sentido de nos protegermos. Protegermos dos desafios que a vida nos impõe, mas sobretudo, proteger-nos das próprias pessoas, com quem somos obrigados a conviver ao longo dos anos. Devemos pôr-nos em primeiro lugar, para garantirmos que não somos calcados, e que mantemos a nossa sanidade, mesmo quando alguém em quem confiamos nos magoa e se revela bem diferente do que aquilo que julgávamos conhecer.
Mas colocar-nos em primeiro lugar, implica criarmos uma muralha, algo forte que impeça as acções dos outros de nos tocarem. E quando a muralha é boa, ficamos impermeáveis, ou até mesmo, insensíveis. Nada nos fere, nada nos abala. Mas também nada nos toca. Deixamos de sentir a dor, mas fica difícil também acreditar na alegria, pois estamos numa muralha forte por demais.

E depois:

"Não sejas egoísta! Deves preocupar-te com os outros, importar-te com o bem estar deles e ajudar."

Bolas. Afinal, em que ficamos? Devemos ser sensíveis à dor alheia, ajudar conforme podemos, preocupar-nos que os outros estejam bem. Devemos estender a mão, dar a palavra amiga, o abraço. Devemos confiar que as pessoas têm boas intenções, confiar que há pessoas boas.
Devemos abrir o coração ao universo, e deixá-lo entrar, junto com as pessoas que dele fazem parte. Devemos ter grupos de amigos, dar-nos com a família, ser cordiais com todos. Abrir a nossa vida para esses elementos, e preocupar-nos com eles.
Mas afinal, isso não nos torna vulneráveis, e voltamos à situação referida acima?

Como fazer o equilíbrio?
Como preocupar-nos o suficiente com os outros, sem no entanto os deixarmos entrar na nossa vida ao ponto de nos magoarem quando se revelam pouco preocupados connosco?
Como acreditar que há pessoas boas, se não raro, essas pessoas nos desiludem? Baixar as nossas expectativas? Não esperar nada? Mas isso não é criar uma muralha...?

Puxa... A vida é mesmo complicada. E o ser humano então...


Sinto-me: Em balanços.