sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Agarrada

Não tem esperança de sucesso, mas agarra-se com todas as suas forças. Não sabe o que a espera, já teve mais certezas do que as que tem. Na verdade, agora não tem nenhuma.
No pensamento, vê o eco de recordações que parecem palpitar a cada batida do coração velho e gasto, lembrando-a de que já foi feliz outrora. E com as imagens, a dor. Da alma, do corpo. Tudo dói, na percepção do Passado. O Presente é frágil, e segura-o sem saber o que lhe fazer. E o Futuro... Não sabe onde se esconde.

Quer gritar sem medos, sem pudor. Bradar aos céus toda a raiva e toda a revolta que a consomem por dentro. Todo o inconformar. A vida não pode ser só isto. Não pode. Se assim for... Mais vale abrir os dedos e largar o que resta, para sempre...

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