Há situações que nos fazem sentir pequenos. Quando chegamos a um momento de "pendência", sem rumo certo, e em que não compreendemos a maioria das coisas que nos acontecem.
São as dúvidas que nos assaltam sem pedir licença, baralhando ainda mais o que na nossa cabeça já não tinha ordem. É a dificuldade de nos encaixarmos num contexto temporal, e perceber onde ele nos leva.
E lidar com pessoas, ainda complica mais. As pessoas são todas muito diferentes. Todas esperam diversas coisas de nós, coisas essas que, na maioria dos casos, nem seremos jamais capazes de lhes dar e cumprir as suas expectativas. E como o tempo muda as pessoas, a situação piora.
Deixamos de compreender o que fazer, como fazer, quando fazer. Deixamos de ter a capacidade de captar as intenções, os sentimentos, nossos e dos outros. É como um barco à deriva, sem saber bem que direcção deverá tomar. Ouve as ondas de rádio, estimulando o seu lado racional, e ouve as ondas do mar, apelando à emoção. E o próprio mar é sempre um mistério.
Tudo isto acaba por cansar. E depois, acabamos a escrever posts como este, sem pés, nem cabeça...
Sinto-me: pequena.





