Dou um salto para o abismo sem pensar.
Preencho o vazio, ou ele preenche-me.
Já nem sei.
Fecho os olhos, para abri-los em seguida de rompante.
Quero ver tudo. Mesmo que por um momento final,
Quero sentir.
O meu corpo perde-se na gravidade,
E o tempo torna-se ausente.
Ausência. Vazio. Solidão.
O pensamento estrangula-me,
E uma lágrima salta-me do canto do olho.
Custa respirar, engulo a vida toda numa só queda, sem mastigar.
E sou mastigada, pela ausência, pelo vazio, pela solidão.
Não sei porque aprendi tantas palavras fortes,
Se agora já nem consigo falar.
E sinto o abraço do nada libertar-me dos seus braços castradores.
E caio.
Caio.
Flutuo na vertical.
Sou uma pena e um peso.
O claro e o escuro.
Dia e noite, água e fogo.
Sou Yin e Yang.
Sou Uno.
Sou.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)




0 comentários:
Enviar um comentário