Com o tempo, damo-nos conta de todas as coisas que ainda não pudemos dizer, todas as palavras que nos enchem por dentro e são controladas todos os dias... Algumas acabam por adormecer no nosso mundo, escritas no céu em letras esbatidas pela espera e pelo esquecimento... Outras vibram, como se dentro delas um coração batesse voluntário, e não as podemos apagar, só pedir-lhes que aguardem o momento certo.
Há dias em que elas quase perdem a paciência, e ameaçam jorrar-nos boca fora, sem filtragem, sem pudor e sem medo. Simplesmente serem ditas, cada letra manipulada pela nossa língua e pelos nossos lábios e comporem assim um conjunto vivo... E com o seu som, com a sua vibração, fazerem tremer o nosso coração, abalado pela realidade assumida nas palavras, e sentindo. E vivendo.
E o coração, mensageiro intermediário do que dizemos, enche-nos o pensamento, numa explosão de palavras semelhantes às ditas e que desencadearam a torrente de vida dentro de nós... E o pensamento dança com a emoção, e as palavras tocam a música...
Ainda guardo as palavras. Mas um dia, um dia as direi...
CJ
Há dias em que elas quase perdem a paciência, e ameaçam jorrar-nos boca fora, sem filtragem, sem pudor e sem medo. Simplesmente serem ditas, cada letra manipulada pela nossa língua e pelos nossos lábios e comporem assim um conjunto vivo... E com o seu som, com a sua vibração, fazerem tremer o nosso coração, abalado pela realidade assumida nas palavras, e sentindo. E vivendo.
E o coração, mensageiro intermediário do que dizemos, enche-nos o pensamento, numa explosão de palavras semelhantes às ditas e que desencadearam a torrente de vida dentro de nós... E o pensamento dança com a emoção, e as palavras tocam a música...
Ainda guardo as palavras. Mas um dia, um dia as direi...
CJ



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